XVI Congresso Norte Nordeste de Urologia
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Trabalho #11  ·  Pesquisa Original
E-POSTER
Desigualdades e tendência da mortalidade por câncer urotelial no Nordeste brasileiro (2015–2023).
Status Aprovado
Submetido em 29/04/2026
Autores
P
Patrik Lorran Moraes de Sousa (1)
Autor Principal
Letícia Gabrielle Rebonatto (1) Edivaldo Coelho Madeira Júnior (1) Rebeca Rocha Pinheiro (1) Wendel Sousa Lima (1) Francisca Luzia Soares Macieira de Araújo (2)
(1) Graduando(a) do curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão.; (2) Médica. Docente da Universidade Federal do Maranhão.
Introdução
O câncer urotelial apresenta elevada morbimortalidade, sendo o diagnóstico precoce determinante para melhores desfechos. No Nordeste brasileiro, desigualdades socioeconômicas e limitações no acesso a serviços especializados podem favorecer diagnóstico tardio e pior prognóstico. A análise da mortalidade permite compreender padrões regionais e orientar melhores estratégias assistenciais.
Objetivos
Analisar a tendência temporal da mortalidade por câncer urotelial nos estados do Nordeste brasileiro entre 2015 e 2023 e avaliar a heterogeneidade regional.
Métodos
Estudo ecológico retrospectivo utilizando dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) e estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A unidade de análise foi estado-ano, incluindo os nove estados do Nordeste entre 2015 e 2023. Foi calculada a taxa bruta de mortalidade por 100.000 habitantes e a razão óbito/internação como indicador indireto assistencial. A tendência temporal foi avaliada por regressão linear simples, e a heterogeneidade entre os estados por modelo com termo de interação entre ano e unidade federativa. Adotou-se nível de significância de 5% (p<0,05), com análise realizada no RStudio.
Resultados
A mortalidade por câncer urotelial apresentou tendência crescente no período analisado (β = 0,0557; IC95%: 0,015–0,096; p = 0,0078), correspondendo a incremento médio anual de 0,056 óbitos por 100.000 habitantes. Observou-se heterogeneidade significativa entre os estados (p < 0,001), com diferenças nas trajetórias ao longo do tempo. Pernambuco apresentou a maior taxa média de mortalidade (2,26), seguido por Bahia (2,17) e Paraíba (2,06), enquanto Maranhão (1,01) e Piauí (1,35) apresentaram as menores taxas médias. Verificou-se diferença superior a duas vezes nas taxas médias entre os estados, evidenciando elevada variabilidade regional. Em estados como Pernambuco, Piauí e Sergipe, observou-se menor incremento ao longo do tempo, sugerindo estabilização da tendência. A razão óbito/internação não apresentou variação significativa no período (β = -0,004; IC95%: -0,011 a 0,003; p = 0,27).
Conclusão
A mortalidade por câncer urotelial no Nordeste brasileiro apresenta tendência crescente e distribuição heterogênea entre os estados. A magnitude das diferenças observadas sugere desigualdades relevantes no acesso ao diagnóstico e ao tratamento urológico, possivelmente relacionadas à organização da rede assistencial.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
05/06/2026
Data
12:30
Horário
TV 04
Sala