XVI Congresso Norte Nordeste de Urologia
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Trabalho #15  ·  Pesquisa Original
E-POSTER
CÂNCER DE PÊNIS NO BRASIL: MORTALIDADE, DESIGUALDADES REGIONAIS E DESAFIOS EM SAÚDE PÚBLICA (2014–2023)
Status Aprovado
Submetido em 30/04/2026
Autores
P
Pryscylla Vieira Vezzosi ¹
Autor Principal
Anna Luzia de Jesus Sousa Viegas ¹ Igor Tupinambá Calixto ² Giovanna Valéria Belo Cordeiro ² Karollanny Alves Costa Lima ³ Ingrid de Macêdo Araujo ³
(1) Graduando do curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão. (2) Médico(a) Urologista do Hospital Universitário do Maranhão. (3) Médica Residente em Urologia no Hospital Universitário do Maranhão.
Introdução
Em 2020, a incidência global do câncer peniano foi de 0,8 por 100.000 homens, podendo representar até 10% das neoplasias malignas em regiões subdesenvolvidas. No Brasil, tal doença mantém relevância epidemiológica, com impacto desproporcional em populações socialmente vulneráveis. Sua persistência como causa de mortalidade masculina evidencia um paradoxo: avanços científicos coexistem com disparidades regionais e falhas no diagnóstico precoce.
Objetivos
Analisar a tendência temporal da mortalidade por câncer de pênis no Brasil  entre 2014 e 2023, caracterizando o perfil sociodemográfico de vulnerabilidade e as disparidades regionais, visando o fomento de políticas públicas de diagnóstico precoce e atenuação de desfechos desfavoráveis.
Métodos
Estudo retrospectivo, descritivo e quantitativo, com dados obtidos no DATASUS (TABNET), a partir das Estatísticas Vitais — Mortalidade desde 1996 pela CID-10. Analisou-se os óbitos por neoplasia maligna do pênis (C60) no Brasil, no período de 2014 a 2023. Variáveis: local de residência, ano do óbito, faixa etária, cor/raça, escolaridade, estado civil, local de ocorrência e região do país. Os dados foram processados no Excel e BioEstat 5.3, utilizando números absolutos, percentuais e estatística descritiva (média, mediana e coeficiente de variação), sendo analisados em texto e gráficos.
Resultados
A análise dos dados evidenciou 4.496 óbitos por câncer de pênis no Brasil durante a década estudada. De maneira que foi observado uma tendência de crescimento progressivo da mortalidade, com registros anuais elevando-se de 388 óbitos no ano inicial para 519 no último ano. A distribuição dos casos revelou uma concentração expressiva nas regiões Nordeste e Sudeste, as quais responderam por 34% e 33,6% respectivamente, seguidas pelo Sul (13,8%), Norte (10,3%) e Centro-Oeste (8,16%). Quanto ao perfil sociodemográfico, a predominância foi de homens pardos, casados, com baixa escolaridade e na faixa etária de 60 a 69 anos. Ademais, a prevalência de óbitos em ambiente hospitalar sugere diagnóstico tardio, o que compromete severamente o prognóstico.
Conclusão
A mortalidade por câncer  peniano evidencia a interação entre fatores epidemiológicos e determinantes sociais que impactam tanto a ocorrência quanto os desfechos clínicos. As pesquisas indicam que, embora incomum em países desenvolvidos, o câncer de pênis ainda apresenta relevância epidemiológica em nações em desenvolvimento, como o Brasil. Nesse contexto, o aumento progressivo de óbitos reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce, a fim de tornar ínfimo o impacto desta neoplasia.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
05/06/2026
Data
12:30
Horário
TV 02
Sala