XVI Congresso Norte Nordeste de Urologia
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Trabalho #17  ·  Relato de Caso
E-POSTER
MANEJO MULTIMODAL DE LINFOCELE PÉLVICA RECIDIVANTE PÓS-PROSTATECTOMIA RADICAL ROBÓTICA E LINFADENECTOMIA ESTENDIDA: RELATO DE CASO
Status Aprovado
Submetido em 30/04/2026
Autores
A
Anna Luzia de Jesus Sousa Viegas¹
Autor Principal
Antonio Carlos Medeiros Filho¹ Ingrid de Macêdo Araujo² Roclides Castro de Lima³ João Gabriel Leda Braga³
¹Graduando do curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão; ²Médica Residente em Urologia do Hospital Universitário do Maranhão; ³Médico Urologista do Hospital São Domingos, São Luís, Maranhão.
Introdução
A linfadenectomia pélvica estendida (ePLND) associada à prostatectomia radical robótica (RARP) é amplamente utilizada no tratamento do câncer de próstata. Contudo, a linfocele, decorrente do extravasamento linfático após dissecção nodal, é a complicação mais frequente. Embora majoritariamente assintomática, linfoceles sintomáticas ocorrem em 2% a 10% dos casos, podendo causar compressão pélvica, dor, disfunção miccional e infecção, aumentando a morbidade pós-operatória.
Métodos
Paciente masculino, 69 anos, com diagnóstico de adenocarcinoma de próstata, apresentando PSA inicial de 7,4 ng/mL, ressonância magnética com lesões PI-RADS 4 e biópsia prostática evidenciando Gleason 7/ISUP 3, submetido à RARP com ePLND bilateral em 18/06/2025. O procedimento e o pós-operatório imediato transcorreram sem intercorrências. Vinte dias após a cirurgia, o paciente evoluiu com aumento de volume em hipogástrio e sintomas miccionais obstrutivos. A tomografia computadorizada de abdome revelou coleção lobulada, homogênea, centrada em topografia pré-vesical/extraperitoneal, medindo aproximadamente 16,5 x 10,8 x 21,0 cm, com volume estimado de 1.960 mL, causando compressão extrínseca vesical. O tratamento inicial consistiu em drenagem percutânea, seguida de embolização linfática devido à persistência de alto débito pelo dreno. Apesar da melhora inicial, houve recidiva sintomática após 45 dias. Nova tomografia computadorizada confirmou persistência da coleção, com volume estimado de 1.497 mL. Diante da falha das medidas terapêuticas iniciais, optou-se por marsupialização videolaparoscópica em 17/09/2025. O paciente evoluiu satisfatoriamente e, após 30 dias, a tomografia computadorizada de controle demonstrou resolução completa da coleção.
Conclusão
A persistência de linfoceles após o período inicial de seguimento está associada a maior risco de complicações e necessidade de intervenção, reforçando a importância do acompanhamento por imagem. Fatores como extensão da linfadenectomia, maior número de linfonodos ressecados, PSA elevado e maior agressividade tumoral têm sido descritos como preditores de linfocele sintomática. Além disso, obesidade e maior tempo cirúrgico também se associam ao risco aumentado de linfoceles e formas sintomáticas. Embora a drenagem percutânea seja considerada tratamento de primeira linha, casos refratários podem demandar abordagem definitiva. Este caso evidencia que a marsupialização videolaparoscópica é uma alternativa eficaz para linfoceles recidivantes após falha de medidas minimamente invasivas.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
05/06/2026
Data
12:30
Horário
TV 05
Sala