XVI Congresso Norte Nordeste de Urologia
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Trabalho #19  ·  Pesquisa Original
E-POSTER
Análise Epidemiológica das Internações e Letalidade Hospitalar por Câncer de Próstata no Maranhão em Comparação às Regiões Norte e Nordeste, 2020-2024
Status Aprovado
Submetido em 30/04/2026
Autores
A
Ana Carolina Everton Guterres
Autor Principal
Ana Carolina Everton Guterres (1), Sarah de Carvalho de Sousa (2), William Lucas Santos de Carvalho (3), Nilcelly de Cassia Ferreira Coelho (4), Ageu Carvalho da Costa (5)
(1) Graduanda do curso de Medicina da Universidade CEUMA. (2) Graduanda do curso de Medicina da Universidade CEUMA. (3) Graduando do curso de Medicina da Universidade CEUMA. (4) Graduanda do curso de Medicina da Universidade CEUMA. (5) Médico Urologista pela Universidade Federal do Maranhão (Orientador).
Introdução
O câncer de próstata (CaP) é a segunda neoplasia maligna mais incidente em homens no mundo, com 1,47 milhão de casos novos em 2022 (GLOBOCAN, 2022). No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer projeta 72 mil casos anuais para 2023-2025. Estudo nacional identificou maior carga de mortalidade por CaP no Nordeste, com taxa de 7,7/10.000 homens acima de 50 anos, a mais elevada entre as regiões brasileiras (Jalalizadeh et al., 2024). O Maranhão, estado de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Nordeste, insere-se em contexto de crescente mortalidade por CaP desde 1990 (Iser et al., 2022).
Objetivos
Analisar o perfil epidemiológico das internações e letalidade hospitalar por neoplasia maligna da próstata (CID-10: C61) no Maranhão entre 2020 e 2024, comparando com as Regiões Norte e Nordeste.
Métodos
Estudo epidemiológico, ecológico e retrospectivo com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), tabulados via TabNet/DATASUS, período janeiro/2020 a dezembro/2024. Foram incluídas todas as internações registradas sob o código C61 nos estados das Regiões Norte e Nordeste. Os dados foram organizados e comparados por estado, estratificados por ano de atendimento e analisados em planilha eletrônica. A taxa de letalidade hospitalar foi calculada pela razão entre óbitos intra-hospitalares e total de internações por C61, multiplicada por 100. O estudo foi dispensado de aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa por utilizar dados públicos anonimizados (Resolução CNS n. 510/2016).
Resultados
O Maranhão registrou 4.662 internações e 470 óbitos hospitalares por CaP, com taxa de letalidade hospitalar média de 10,1%, superior à nordestina (7,7%) e intermediária à da Região Norte (14,3%). Representando 10,0% das internações nordestinas, o estado concentrou 13,1% dos óbitos regionais, com razão óbitos/internações superior à média regional. A letalidade hospitalar maranhense foi a terceira maior do Nordeste, superada apenas por Alagoas (13,1%) e Paraíba (10,3%), mantendo-se acima da média regional em todos os anos analisados. O crescimento das internações (51,1%) foi inferior ao nordestino (64,4%), podendo refletir barreiras de acesso, sub-registro ou diagnóstico tardio. Limitação: o SIH/SUS registra apenas óbitos intra-hospitalares, não capturando mortes extra-hospitalares, podendo subestimar a mortalidade real.
Conclusão
O Maranhão apresenta taxa de letalidade hospitalar por CaP entre as mais elevadas do Nordeste, com razão óbitos/internações superior à média regional e perfil epidemiológico limítrofe entre as Regiões Norte e Nordeste, sugerindo possível diagnóstico tardio e desigualdade assistencial. Estudos futuros com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e análise por estágio clínico são necessários para aprofundar a compreensão da mortalidade real e subsidiar políticas regionalizadas de detecção precoce e fortalecimento das linhas de cuidado urológico no SUS maranhense.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
04/06/2026
Data
12:30
Horário
TV 03
Sala