XVI Congresso Norte Nordeste de Urologia
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Trabalho #2  ·  Pesquisa Original
E-POSTER
TENDÊNCIA TEMPORAL DA MORTALIDADE POR CÂNCER DE PÊNIS NO BRASIL: ANÁLISE REGIONAL COM ÊNFASE NO NORTE E NORDESTE (2014–2024)
Status Aprovado
Submetido em 15/04/2026
Autores
G
Geovanna Matos Fróes
Autor Principal
José Mota Coelho Filho Mariana de Castro Barroso de Carvalho
CEUMA
Introdução
O câncer de pênis é uma neoplasia rara, porém mais prevalente em países em desenvolvimento, apresentando maior impacto nas regiões Norte e Nordeste do Brasil (3). Essa distribuição reflete desigualdades socioeconômicas, dificuldades no acesso aos serviços de saúde e barreiras ao diagnóstico precoce, fatores diretamente relacionados ao pior prognóstico da doença (1,3).
Objetivos
Analisar a tendência temporal da mortalidade por câncer de pênis no Brasil, com ênfase nas regiões Norte e Nordeste, entre 2014 e 2024.
Métodos
Estudo observacional ecológico, descritivo, de série temporal, com dados secundários do Atlas de Mortalidade por Câncer do Instituto Nacional de Câncer (4). Foram analisadas taxas de mortalidade por câncer de pênis (CID-10: C60), ajustadas por idade pela população padrão brasileira de 2010, expressas por 100.000 homens, segundo regiões brasileiras, no período de 2014 a 2024. A padronização por idade foi utilizada para permitir comparações entre regiões, minimizando diferenças na estrutura etária populacional.
Resultados
As regiões Norte e Nordeste apresentaram, de forma consistente, as maiores taxas de mortalidade ao longo do período analisado. No Norte, os valores variaram de 0,53 a 0,74 por 100.000 homens, com comportamento oscilante e manutenção de níveis elevados, sem tendência de redução sustentada (4,5). No Nordeste, as taxas oscilaram entre 0,51 e 0,60, com discreta tendência de aumento ao longo dos anos e estabilização recente. Em contraste, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram taxas persistentemente inferiores durante todo o período, evidenciando um gradiente regional bem definido (1). Observou-se ainda que, apesar da implementação de políticas públicas voltadas ao controle do câncer, não houve redução significativa da mortalidade nas regiões mais vulneráveis, sugerindo limitações na efetividade dessas estratégias (1,2).
Conclusão
A persistência de elevadas taxas de mortalidade por câncer de pênis nas regiões Norte e Nordeste, associada à manutenção de valores inferiores nas regiões mais desenvolvidas, evidencia importantes desigualdades estruturais no sistema de saúde brasileiro (1,3). Esses achados sugerem falhas no acesso ao diagnóstico precoce, atraso no início do tratamento e baixa efetividade de estratégias preventivas nessas regiões (2). Além disso, indicam a necessidade de fortalecimento da atenção primária, ampliação do acesso aos serviços especializados e implementação de políticas públicas mais direcionadas às populações vulneráveis. Apesar das limitações inerentes ao delineamento ecológico, os resultados reforçam a relevância de intervenções específicas para redução das desigualdades regionais e melhoria dos desfechos relacionados ao câncer de pênis no país.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
04/06/2026
Data
12:30
Horário
TV 04
Sala