XVI Congresso Norte Nordeste de Urologia
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Trabalho #20  ·  Pesquisa Original
E-POSTER
Tendências em mortalidade hospitalar, desigualdades regionais e internações por neoplasia maligna de bexiga: um estudo populacional do norte e nordeste brasileiro na última década
Status Aprovado
Submetido em 30/04/2026
Autores
A
ALYNNE SAPHIRA ARAÚJO COSTA
Autor Principal
Marcus Vinicius da Silva Pereira Jadson Douglas Lopes Leite José Wilker dos Santos Melo Camille Gonçalves Amorim
Afya Santa Ines UFMT HUUFMA
Introdução
A neoplasia maligna da bexiga está entre os dez tipos mais comuns de neoplasias do trato genitourinário no mundo. Essa neoplasia é influenciada pelo envelhecimento populacional, crescimento demográfico e exposição a fatores de risco, especialmente o tabagismo.
Objetivos
Analisar o perfil epidemiológico das internações por neoplasia maligna da bexiga nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, no período de 2015 a 2025.
Métodos
Trata-se de um estudo epidemiológico, quantitativo, descritivo, retrospectivo e de base secundária, de caráter observacional, com base no DATASUS das internações por neoplasia maligna de bexiga entre 2015 a 2025.
Resultados
No período analisado, registraram-se 37.829 internações por neoplasia maligna da bexiga nas regiões Norte e Nordeste. O Nordeste concentrou 88,3% dos casos (33.405), sendo Pernambuco e Bahia os principais polos. A Região Norte contabilizou 4.424 internações (11,7%), volume 7,5 vezes inferior. Observou-se um aumento de 130% nas internações totais, com a maioria (94,7%) classificada sob regime “ignorado”. Quanto ao caráter, 67% (25.375) foram eletivas e 33% (12.454) de urgência. Bahia e Pernambuco mantiveram taxas de urgência em 37%, enquanto o Ceará registrou 28,3%. No Pará, as urgências (762) superaram as eletivas (608). A maioria dos pacientes (60%) possuía entre 60 e 79 anos, seguida por octogenários (16,2%). Houve predominância do sexo masculino (68,7%), com razão de 2,2:1 para o feminino. A população parda foi prevalente (72%), seguida pela branca (9,7%) e preta (5,2%). Notificações "Sem Informação" somaram 11,3%, chegando a 17,9% em Pernambuco. O Nordeste concentrou 83,5% dos óbitos (2.194), com pico anual total de 316 óbitos em 2024 (incremento de 60%). A Bahia liderou a mortalidade isolada (25,3%), seguida por Pernambuco (19,6%). No Norte, os óbitos no Pará cresceram 220% entre 2015 e 2022, Acre, Roraima e Amapá somaram 2,1% da mortalidade total.
Conclusão
A disparidade nas internações entre as regiões sugere subdiagnóstico ou barreiras de acesso no Norte. O crescimento pós-2021 reflete o envelhecimento populacional, enquanto em 2020 há o impacto da pandemia. Falhas na vigilância, como dados "ignorados" e vácuos sobre cor/raça, dificultam o combate às desigualdades. O perfil etário e de gênero corrobora a patogênese ligada à exposição cumulativa a carcinógenos. A alta taxa de urgências no Norte sinaliza vulnerabilidade e diagnóstico tardio. A mortalidade polarizada em centros tecnológicos (BA/PE) confirma que os óbitos acompanham casos complexos, exigindo descentralização e rastreio precoce.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
04/06/2026
Data
12:30
Horário
TV 04
Sala