Status
Aprovado
Submetido em
30/04/2026
Autores
A
Alynne Saphira Araújo Costa
Autor Principal
Marcus Vinicius da Silva Pereira
Fernando Barretto Messias de Figueiredo
Karollanny Alves Costa Lima
Afya Santa Ines
HUUFMA
Introdução
A tuberculose geniturinária permanece como um desafio diagnóstico na urologia contemporânea, manifestando-se frequentemente por sintomas inespecíficos, podendo mimetizar neoplasias de bexiga e possui alta morbidade. Essa condiçao ainda pouco explorada no brasil representa entre 20-40% das formas de tuberculose extra pulmonar. Há uma necessidade de vigilância em regiões endêmicas para evitar danos nos rins, bexiga e órgãos reprodutores de forma irreversível.
Objetivos
Analisar o perfil das internações por tuberculose geniturinária na região Nordeste entre 2015 e 2025
Métodos
Trata-se de um estudo epidemiológico, quantitativo, descritivo, retrospectivo e de base secundária, de caráter observacional, com base nos dados do DATASUS das internações por tuberculose geniturinária no nordeste entre 2015 a 2025.
Resultados
Registraram-se internações por tuberculose geniturinária com pico de incidência em 2016 e manutenção do volume entre 2023 e 2024. A distribuição espacial demonstrou heterogeneidade, com Pernambuco respondendo por 33,3% e a Bahia por 20,8% dos casos. A faixa etária predominante concentrou-se entre 30 e 39 anos, representando 33,3% da amostra total. Quanto ao gênero, predomina o sexo masculino (54,2%). Em Pernambuco a proporção atingiu 2:1, enquanto Bahia e Sergipe apresentaram inversão dessa tendência. O caráter de atendimento foi majoritariamente de urgência (68,1%). A letalidade absoluta foi baixa, com o registro de três óbitos distribuídos entre os estados do Maranhão, Alagoas e Bahia. As fatalidades ocorreram nos anos de 2018 e 2024.
Conclusão
Apesar da baixa incidência, a doença tem alta morbidade urológica. Os casos concentram-se em Pernambuco e Bahia, sugerindo uma assimetria na eficiência da vigilância epidemiológica e uma maior densidade de centros de referência urológica nesses polos. O predomínio em adultos jovens e na quarta década de vida destaca o impacto da patologia em populações economicamente ativas, o que torna imperativo o diagnóstico diferencial precoce em quadros de irritabilidade vesical crônica. A predominância de internações de urgência revela falhas no manejo ambulatorial e no rastreio, indicando que os pacientes chegam ao sistema terciário com complicações graves (sepse urinária e insuficiência renal obstrutiva). Embora a letalidade seja rara, os óbitos registrados reforçam que a progressão para quadros sistêmicos severos é uma ameaça real em estágios avançados. Estratégias de saúde gênero-específicas e vigilância ativa são fundamentais para otimizar o screening urológico e a diligencia no diagnóstico precoce.
Informações de Apresentação