XVI Congresso Norte Nordeste de Urologia
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Trabalho #28  ·  Pesquisa Original
ORAL
VALOR PROGNÓSTICO DE P16 E PCR PARA HPV NA INVASÃO ANGIOLINFÁTICA DO CARCINOMA ESPINOCELULAR DE PÊNIS
Status Aprovado
Submetido em 30/04/2026
Autores
D
Denner Rodrigo Diniz Duarte 1,2
Autor Principal
Bruna Larissa Nolêto Sousa 1 João Victor Carvalho 1 Ana Gabrielly de Melo Matos 1, 2 Antonio Augusto Lima Teixeira Júnior 1 Gyl Eanes Barros Silva 1
1 Grupo de Pesquisa em Patologia Molecular, Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão, São Luís 65020-070, MA, Brasil 2 Programa de Pós-graduação em Saúde do Adulto da Universidade Federal do Maranhão, São Luís 65020-070, MA, Brasil
Introdução
A invasão angiolinfática (IAL) é um marcador de agressividade e potencial de invasão no carcinoma espinocelular de pênis, associada à metástase linfonodal e redução de sobrevida. A carcinogênese peniana envolve vias relacionadas e independentes do papilomavírus humano (HPV), com diferenças no comportamento tumoral. Nesse contexto, determinação do status do HPV, por métodos moleculares, como a Polymerase Chain Reaction (PCR), que detecta DNA viral, ou pela expressão de p16 em imuno-histoquímica (IHQ), que reflete atividade oncogênica, pode contribuir para a predição de progressão tumoral, particularmente da IAL.
Objetivos
O estudo propõe comparar a expressão de p16 por IHQ e a detecção de HPV por PCR na predição da presença de IAL e do tempo livre de doença.
Métodos
Estudo retrospectivo incluindo pacientes com carcinoma espinocelular de pênis. O HPV foi detectado por PCR e a p16 avaliada por IHQ. A IAL foi definida por revisão histopatológica. A associação entre os métodos e a presença de IAL foi analisada por teste exato de Fisher. O tempo até a ocorrência de metástase foi avaliado por Kaplan–Meier e comparado pelo teste log-rank. O tempo foi expresso em meses, adotando-se p<0,05 para todos os testes.
Resultados
A expressão de p16 associou-se à presença de IAL (p=0,004), enquanto o HPV por PCR não apresentou associação (p=0,779). Na análise temporal, tumores p16 positivos apresentaram maior tempo até a ocorrência de metástase em comparação aos negativos (log-rank p=0,042), com médias de 51,6 meses (IC95%: 38,1–65,1) e 40,6 meses (IC95%: 29,3–51,8), respectivamente. O PCR, por outro lado, não demonstrou associação para ocorrência de IAL. A expressão de p16 apresentou maior utilidade na predição da invasão angiolinfática e do tempo até a ocorrência de disseminação metastática em comparação ao PCR, sugerindo maior valor como marcador funcional de atividade oncogênica.
Conclusão
Esses achados reforçam o potencial da p16 na estratificação de risco e no planejamento do manejo clínico, incluindo decisões sobre abordagem linfonodal e intensidade do seguimento. Em contraste, o PCR, embora sensível para detecção viral, mostrou utilidade limitada na definição de comportamento tumoral. A integração de marcadores que refletem a atividade biológica do HPV pode contribuir para estratégias terapêuticas mais individualizadas.
Informações de Apresentação
ORAL
Modalidade
04/06/2026
Data
08:30
Horário
2. AUDITÓRIO ILHA DO AMOR
Sala