XVI Congresso Norte Nordeste de Urologia
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Trabalho #33  ·  Relato de Caso
ORAL
MIGRAÇÃO INTRAVASCULAR DE CATETER DUPLO J APÓS URETERORRENOLITOTRIPSIA: UM RELATO DE CASO
Status Aprovado
Submetido em 05/05/2026
Autores
P
PEDRO PAULO DE HOLANDA BARROSO
Autor Principal
MAICK LENNYHEVERSON LIMA DE FARIAS IGOR TUPINAMBÁ CALIXTO CAMILE GONÇALVES AMORIM JOSE NUNES MARTINS JUNIOR
RESIDÊNCIA DE UROLOGIA DO HOSPITAL DR CARLOS MACIEIRA
Introdução
A ureterorrenolitotripsia flexível (URSF) é amplamente utilizada no tratamento da nefrolitíase, frequentemente associada ao implante de cateter ureteral duplo J (DJ). Apesar de segura, complicações podem ocorrer, sendo a migração intravascular do DJ evento raro e potencialmente grave. Relata-se um caso dessa complicação, destacando diagnóstico e manejo.
Métodos
Paciente masculino, 62 anos, com diabetes mellitus, com histórico de nefrolitíase bilateral, foi submetido à dois procedimentos endourológicos em hospital de média complexidade do estado do Maranhão, uma URSF parcial à direita com implante de DJ, evoluindo inicialmente sem intercorrências. E após nova URSF à direita com implante de DJ, apresentou dor lombar intensa, hematúria intermitente e vômitos no pós-operatório precoce.
Tomografia computadorizada (TC) de abdome realizada em hospital de origem evidencia migração intravascular do DJ. O paciente foi encaminhado então, a serviço de alta complexidade, onde foi submetido à intervenção cirúrgica convencional com identificação no intraoperatório de posicionamento atípico do cateter DJ, com exteriorização em ureter distal e inserção em veia ilíaca interna direita.
Foi submetido a implante de DJ à esquerda por nefrolitíase obstrutiva e, posteriormente, a reimplante ureteral à direita com retirada do cateter intravascular. Evoluiu sem intercorrências no pós-operatório, recebendo alta após sete dias.
Em seguimento ambulatorial, apresentou desconforto leve relacionado ao DJ, sendo realizada retirada programada após três meses. Posteriormente, foi submetido a URSF à esquerda, com evolução satisfatória e retirada do DJ após 60 dias.
Conclusão
A migração intravascular do DJ é complicação rara, geralmente associada à perfuração ureteral durante manipulação endoscópica. Fatores predisponentes incluem inflamação local, múltiplas intervenções e progressão forçada do cateter.
A apresentação clínica é variável, podendo incluir dor lombar persistente e hematúria. A TC é o exame de escolha para diagnóstico, permitindo avaliação precisa do trajeto do dispositivo.
O manejo deve ser individualizado, podendo envolver abordagem endourológica ou cirúrgica aberta. Neste caso, a necessidade de reimplante ureteral sugere lesão ureteral significativa.
Este relato reforça a importância da suspeição precoce diante de sintomas atípicos no pós-operatório de URSF, bem como da realização de imagem diagnóstica oportuna. Destaca-se ainda a necessidade de técnica cuidadosa durante a inserção do DJ, evitando progressão sob resistência.
O reconhecimento precoce e a abordagem adequada são fundamentais para prevenir complicações graves e garantir bons desfechos clínicos.
Informações de Apresentação
ORAL
Modalidade
04/06/2026
Data
08:45
Horário
2. AUDITÓRIO ILHA DO AMOR
Sala