XVI Congresso Norte Nordeste de Urologia
Voltar à lista
Trabalho #35  ·  Pesquisa Original
E-POSTER
INTERNAÇÕES POR NEFROSTOMIA PERCUTÂNEA NO BRASIL: TENDÊNCIA TEMPORAL, DISTRIBUIÇÃO REGIONAL E IMPACTO NO SUS
Status Aprovado
Submetido em 05/05/2026
Autores
L
Laura Moreira Teixeira
Autor Principal
Beatriz Hosana Biasi André Telles de Albuquerque Lima Luiz Rodrigo de Souza Papacosta Solon Alves da Silva Filho
Introdução
A nefrostomia percutânea (NP) é um procedimento amplamente utilizado na prática urológica para descompressão do trato urinário superior em situações como obstrução, infecção e neoplasias. Trata-se de uma intervenção minimamente invasiva, frequentemente indicada em contextos de urgência, com potencial para reduzir complicações graves, como sepse urinária e perda da função renal. No entanto, sua realização está associada a internações hospitalares e custos significativos, especialmente em pacientes com múltiplas comorbidades. Apesar de sua relevância, há escassez de dados nacionais sobre sua distribuição e impacto no Sistema Único de Saúde (SUS).
Objetivos
Analisar o perfil epidemiológico das internações relacionadas à realização de nefrostomia percutânea no Brasil e avaliar seu impacto econômico no SUS.
Métodos
Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/DATASUS). Foram incluídas todas as internações com registro de NP no período de janeiro de 2018 a dezembro de 2025 no Brasil. As variáveis analisadas compreenderam distribuição por região geográfica, frequência anual de internações e custos hospitalares. Os dados foram organizados e analisados por estatística descritiva, com comparação temporal e regional dos indicadores.
Resultados
No período analisado, foram registradas 23.863 internações por NP no Brasil, com tendência de crescimento contínuo, passando de 1.962 em 2018 para 4.224 em 2025, com incremento mais acentuado a partir de 2022. A distribuição regional evidenciou predomínio do Sudeste, com 9.287 internações (38,9%), seguido pelas regiões Sul (32,1%) e Nordeste (17,1%), enquanto Norte (6,3%) e Centro-Oeste (5,5%) apresentaram menores frequências. Os custos totais acompanharam o aumento das internações, com maior concentração também no Sudeste, seguido do Sul e Nordeste, mantendo padrão proporcional à distribuição dos procedimentos. Em relação ao tempo médio de permanência, observou-se redução progressiva ao longo do período, com média nacional de 9,3 dias (de 10,6 em 2018 para 8,3 em 2025). Regionalmente, Norte (10,7 dias) e Nordeste (10,5 dias) apresentaram maiores tempos de internação, enquanto Sul (8,7 dias) e Centro-Oeste (8,5 dias) apresentaram menores médias. O Sudeste apresentou tempo intermediário (9,1 dias), mesmo concentrando o maior volume de internações, sugerindo maior eficiência relativa.
Conclusão
As internações por NP apresentaram crescimento no Brasil, com concentração nas regiões Sudeste e Sul. Houve redução do tempo médio de permanência ao longo do período, embora Norte e Nordeste ainda apresentem maiores durações. O impacto econômico acompanhou a expansão dos procedimentos, evidenciando desigualdades regionais. Os achados sugerem melhora na eficiência assistencial, porém com persistência de desigualdades regionais, reforçando a necessidade de ampliação do acesso e organização do manejo oportuno das condições obstrutivas do trato urinário no SUS.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
04/06/2026
Data
12:30
Horário
TV 03
Sala