Status
Aprovado
Submetido em
26/04/2026
Autores
C
Carlos Eduardo Costa Abreu
Autor Principal
Carlos Eduardo Costa Abreu (1)
Arthur da Rocha Nogueira (2)
Lucas Franco Mendes Paiva (3)
Ronald Wagner Pereira Coelho(4)
Leudivan Ribeiro Nogueira(5)
(1) Graduando do curso de Medicina da Universidade Dom Bosco;
(2) Graduando do curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina;
(3) Graduando do curso de Medicina da Universidade Dom Bosco;
(4) Oncolista Clínico.Mestrando do Programa de Pós Graduação em Saúde do Adulto - UFMA. Hospital do Câncer Aldenora Bello.
(5) Urologista. Mestre Gestão de Programas e Serviços de Saúde pelo Universidade Ceuma. Hospital do Câncer Aldenora Bello.
Introdução
O melanoma de pênis (MP) é uma neoplasia incomum.
O MP corresponde a 0,7% dos cânceres penianos e menos de 0,5% dos casos de melanomas em geral.
Apresenta-se um caso de MP e os aspectos do diagnóstico e do tratamento.
Métodos
Paciente masculino, 64 anos, caucasiano, sedentário, sem história prévia de melanoma, teve lesão peniana hipercrômica >1 cm identificada incidentalmente em consulta urológica. Assintomático, sem linfonodomegalia. Exérese revelou melanoma extensivo superficial, Breslow 1,4 mm, nível IV de Clark, com ulceração e margem comprometida (pT2b). Submetido à ampliação de margens (2,5 cm) e biópsia de linfonodo sentinela guiada por tecnécio e azul de metileno. Embora sem linfonodos palpáveis, a imuno-histoquímica detectou micrometástases inguinais bilaterais. Exames de estadiamento não evidenciaram doença à distância. Não teve acesso à imunoterapia pelo SUS, permanecendo em vigilância oncológica trimestral, sem sinais de recidiva até o momento.
Conclusão
O melanoma de pênis (MP) é uma neoplasia rara (<0,5% dos melanomas e ~0,7% dos tumores penianos), geralmente diagnosticada tardiamente devido à apresentação assintomática e semelhança com lesões benignas. Acomete principalmente homens acima dos 40 anos e apresenta comportamento agressivo, com risco de invasão linfovascular e metástases precoces. No caso relatado, paciente de 64 anos teve diagnóstico incidental durante exame físico, com lesão em localização incomum no corpo peniano, reforçando a importância da avaliação clínica cuidadosa mesmo na ausência de sintomas. A confirmação por biópsia e o uso da biópsia do linfonodo sentinela foram fundamentais para o estadiamento adequado. Como contribuição prática, o caso destaca que o exame físico sistemático e a abordagem precoce permitem diagnóstico em fases iniciais, possibilitando tratamento oportuno e potencial melhora prognóstica.
Melanoma peniano, embora raro, exige alta suspeição clínica. Este caso demonstra que o exame físico minucioso permite diagnóstico precoce, mesmo em pacientes assintomáticos. A abordagem cirúrgica adequada e o estadiamento linfonodal preciso são determinantes para melhor prognóstico.
Informações de Apresentação