XVI Congresso Norte Nordeste de Urologia
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Trabalho #7  ·  Pesquisa Original
E-POSTER
Tendência da mortalidade por câncer de pênis no Maranhão: análise da última década
Status Aprovado
Submetido em 27/04/2026
Autores
M
Mariana de Castro Barroso de Carvalho
Autor Principal
Mariana de Castro Barroso de Carvalho Geovanna Matos Fróes
Universidade CEUMA
Introdução
O câncer de pênis representa um grave problema de saúde pública, com maior prevalência em regiões marcadas por desigualdades socioeconômicas (2,5). No Brasil, o Maranhão historicamente apresenta algumas das maiores taxas de incidência e mortalidade do país (2,5). Esta neoplasia está frequentemente associada a condições precárias de higiene, fimose e infecção pelo HPV (3,4). A mortalidade é um indicador crítico, pois reflete não apenas a agressividade da doença, mas também o diagnóstico tardio e a dificuldade de acesso a tratamentos especializados, como a penectomia (2,4).
Métodos
Estudo observacional, ecológico e descritivo, de série temporal, com abordagem quantitativa. Foram utilizados dados secundários do Atlas de Mortalidade por Câncer do Instituto Nacional do Câncer (INCA) (1). O objeto de estudo foi a mortalidade por câncer de pênis (CID-10: C60) no estado do Maranhão entre 2014 e 2024. As taxas de mortalidade foram ajustadas por idade utilizando a população padrão brasileira de 2010, visando mitigar interferências da estrutura etária e permitir comparações inter-regionais. Os dados foram organizados e analisados para identificar variações anuais e a tendência da década.
Resultados
No período de 2014 a 2024, o Maranhão registrou um total de 279 óbitos por câncer de pênis (1). A maior taxa de mortalidade ajustada foi observada em 2014 (1,07 por 100.000 homens), seguida por uma redução drástica em 2015 (0,51). Entre 2016 e 2022, os índices mantiveram-se elevados e persistentes, com média de aproximadamente 0,87 por 100.000 homens. Observou-se uma nova queda nos dois últimos anos da série (2023-2024), atingindo 0,64 em 2024. Apesar das flutuações, o Maranhão sustenta taxas superiores à média nacional em diversos anos da série (2,5), evidenciando o caráter endêmico da patologia no estado.
Conclusão
A série temporal revela que a mortalidade por câncer de pênis no Maranhão não apresenta uma tendência de queda constante, permanecendo em níveis alarmantes para uma doença amplamente evitável. A estabilidade das taxas elevadas sugere falhas contínuas na prevenção primária (educação em saúde e vacinação contra HPV) (3,4) e secundária (diagnóstico precoce) (2-4). É imperativo o fortalecimento de políticas públicas voltadas à saúde do homem na região (2,5) para reduzir o número de óbitos e amputações.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
05/06/2026
Data
12:30
Horário
TV 04
Sala