Status
Aprovado
Submetido em
29/04/2026
Autores
E
Evely Jamily Araújo Siqueira 1.
Autor Principal
Maria Eduarda Rodrigues Gonçalves 2;
Elis Aiko Costa Sarmento 3;
Paloma Daguer Ewerton dos Santos 4.
(1) Graduanda do curso de Medicina da Centro Universitário Metropolitana da Amazônia.
(2) Graduanda do curso de Medicina da Centro Universitário Metropolitana da Amazônia.
(3) Graduanda do curso de Medicina da Centro Universitário Metropolitana da Amazônia.
(4) Biomédica. Doutura em Virologia, Instituto Evandro Chagas. Docente do curso de Medicina da Centro Universitário Metropolitana da Amazônia.
Introdução
A urolitíase é uma condição de elevada prevalência, afetando cerca de 10% a 15% da população ao longo da vida, sendo importante causa de internações e impacto financeiro no Sistema Único de Saúde (SUS). A ampliação do acesso a procedimentos eletivos tem sido adotada como estratégia para reduzir complicações agudas; entretanto, não está claro se essa medida reduz as internações de urgência.
Objetivos
Analisar a relação entre a evolução das internações eletivas e de urgência por urolitíase no SUS, testando a hipótese de que o aumento das eletivas não se associa à redução proporcional das urgências.
Métodos
Estudo epidemiológico, observacional e retrospectivo, com dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), incluindo internações por urolitíase entre 2015 e 2025, classificadas como eletivas ou de urgência. Foram excluídas internações anteriores ao ano de 2015, bem como os registros sem classificação quanto ao caráter do atendimento (eletivo ou de urgência). Realizou-se análise descritiva e temporal das frequências absolutas e relativas. A correlação entre as internações eletivas e de urgência foi avaliada por meio do coeficiente de correlação de Pearson, considerando-se nível de significância de 5%.
Resultados
Entre 2015 e 2025, houve aumento de 115,3% nas internações por urolitíase no SUS. As eletivas cresceram 258,2%, de 20.713 para 74.203 casos, com destaque para 2023-2024 (+49,1%). As internações de urgência também aumentaram 60,2% (53.715 para 86.053), sem redução proporcional frente à expansão eletiva. A razão urgência/eletiva caiu de 2,59 para 1,16. Observou-se correlação positiva forte (r = 0,945), indicando crescimento concomitante das variáveis.
Conclusão
Apesar da expansão dos procedimentos eletivos no SUS, não houve redução das internações de urgência por urolitíase. A diminuição da razão urgência/eletiva reflete mudança no perfil assistencial, porém a correlação positiva sugere que o aumento da oferta eletiva, isoladamente, é insuficiente para reduzir eventos agudos. Os achados indicam a necessidade de estratégias adicionais, como fortalecimento da atenção primária e manejo ambulatorial. Por se tratar de estudo com dados secundários, não é possível inferir causalidade, sendo recomendados estudos prospectivos e análises regionais.
Informações de Apresentação