Estado
Aprobado
Enviado el
06/10/2026
Área Temática
Tireoide
Autores
A
Antonio Domingos de Sousa Neto1
Autor Principal · Apresentador
Ingrid Raquel Lima Vieira1, Gilmar da Costa e Silva Neto1, Larissa Helen Portela Martins Brandão1, Ana Beatriz da Silva Gonçalves1, José Cláudio Garcia Lira Neto1
1 Universidade Federal do Piauí
Introducción
A Neoplasia Maligna da Tireoide se define como um grupo heterogêneo de tumores com comportamento biológico variável, com origem nas células C, podendo ir de formas mais indolentes, papilíferos e foliculares, até tumores mais agressivos, como o anaplásico. Evidências atualizadas sobre o panorama epidemiológico do câncer de tireoide no Piauí são fundamentais para dimensionar a magnitude do problema e identificar os municípios e regiões mais afetados.
Objetivos
Analisar a tendência temporal da taxa de incidência e o padrão de distribuição espacial da prevalência acumulada de neoplasia maligna de tireoide nos 224 municípios do Piauí entre 2015 e 2024.
Métodos
Trata-se de um estudo ecológico e espaço-temporal conduzido com dados do SIH/SUS, referentes ao ano de 2015 a 2024, via pacote microdatasus no R®. Selecionaram-se os casos de residentes do Piauí com diagnóstico de Neoplasia Maligna de Tireoide (CID-10: C73). As taxas anuais por 100.000 habitantes foram calculadas via estimativas do IBGE. Aplicou-se Regressão de Prais-Winsten para a Variação Percentual Anual. Na análise espacial por município de residência (n = 224) via geobr, calculou-se o Índice de Moran Global e mapearam-se clusters LISA (High-High e Low-Low).
Resultados
No período de 2015 a 2024, foram mapeados 1.788 atendimentos por neoplasia maligna de tireoide no Piauí. A análise de tendência temporal por R demonstrou comportamento estatisticamente estacionário na taxa de incidência assistencial (p = 0,167), com Variação Percentual Anual de -2,77% (IC95%: -6,22;0,82). Observou-se declínio pontual na taxa em 2020 (3,53/100 mil hab.), seguido de recuperação gradual até 2024 (5,59/100 mil hab.). A distribuição espacial revelou marcante centralização geográfica, a capital, Teresina, concentrou a maior densidade acumulada (69 a 585 casos), seguida por polos regionais intermediários (18 a 68 casos em Parnaíba, Picos, Floriano e Piripiri) e reduzida taxa nos demais municípios do interior (0 a 17 casos). Clinicamente, predominaram adultos de 30 a 64 anos (73%), cor parda (89%) e internações eletivas (93%). O quadro brasileiro sugere mais diagnóstico de doença de baixo risco do que aumento proporcional de doença letal: a incidência sobe, mas a mortalidade não acompanha no mesmo ritmo, o que reforça as hipóteses de sobrediagnóstico e de maior detecção de lesões papilíferas pequenas.
Conclusión
Conclui-se que a Neoplasia Maligna da Tireoide no Piauí apresentou estabilidade na incidência assistencial entre 2015 e 2024, porém com importante concentração do diagnóstico e tratamento especializado na capital e em poucos polos regionais. Esse cenário evidencia desigualdades na distribuição da assistência e reforça a necessidade de políticas públicas que promovam a descentralização dos serviços, ampliem o acesso ao diagnóstico e tratamento e garantam maior equidade na atenção ao câncer de tireoide em todo o estado.
Palavras-chave
Neoplasias da Glândula Tireoide; Análise espaço-temporal; Epidemiologia.
Información de la Presentación