Estado
Aprobado
Enviado el
09/10/2026
Área Temática
Diabetes Mellitus
Autores
T
Tarcísio Rocha Feitosa1
Autor Principal · Apresentador
Hermes Pinheiro Albuquerque1, Erculano de Carvalho Santos Filho1, Luís Fernando Martins Rodrigues de Araújo1, Rafael Antonni Lopes Normando1, Wallace Rodrigues de Holanda Miranda1
1 Universidade Federal do Piauí
Introducción
A amputação de membros inferiores (MMII) é desfecho grave e, em grande parte, evitável do pé diabético, sendo usada como indicador da qualidade do cuidado ao diabetes mellitus (DM). Estudos brasileiros baseados no Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) atribuem ao DM papel crescente nas amputações, mas dependem do registro do DM na Autorização de Internação Hospitalar (AIH). Não há análise de tendência para o Piauí.
Objetivos
Analisar a tendência das taxas de amputação não traumática de MMII em residentes do Piauí e a evolução da proporção dessas internações com DM registrado.
Métodos
Estudo ecológico de série temporal (2012–2025) com AIH do SIH/SUS de residentes no Piauí com 20 anos ou mais, incluindo internações em estados vizinhos. Amputações maiores e menores foram identificadas por procedimentos da tabela SIGTAP, excluindo-se diagnósticos principais de causas externas (S00–T98) e neoplasias (C00–D48). Considerou-se DM registrado a presença de CID E10–E14 em qualquer diagnóstico. Calcularam-se taxas padronizadas por idade (método direto, população-padrão da OMS; estimativas populacionais do IBGE). A tendência foi avaliada por regressão joinpoint (Joinpoint 6.1.0; modelo log-linear; teste de permutação), com variação percentual anual (APC), variação média (AAPC) e IC95%. Dados públicos e anônimos, dispensados de apreciação ética (Resolução CNS 510/2016).
Resultados
Foram registradas 11.221 amputações não traumáticas. A taxa padronizada passou de 25,0 (2012) para 43,3/100 mil (2022), com APC de +5,1% (IC95% 3,5; 9,5), e caiu para 30,2/100 mil em 2025 (APC 2022–2025: −9,9%; IC95% −26,5; −1,4); a AAPC do período não foi significativa (+1,4%; IC95% −1,0; 3,7). Diagnósticos secundários clínicos constaram em 0,4–1,3% das AIHs ao ano, de modo que o DM foi identificado quase exclusivamente como diagnóstico principal. A proporção de amputações com DM registrado passou de 17,1% (2012) para 33,1% (2025), e a taxa de amputações com DM registrado cresceu continuamente (AAPC +8,2%; IC95% 5,0; 12,6). Entre as amputações com DM registrado (n=2.463), 37,1% foram maiores, com letalidade hospitalar de 9,3%.
Conclusión
As amputações não traumáticas de MMII no Piauí aumentaram até 2022 e declinaram em seguida; a causa da redução recente não pode ser determinada com estes dados. A série restrita ao DM registrado cresceu mais que a série total, o que pode refletir, ao menos em parte, mudanças no registro do diagnóstico, sem excluir aumento real da participação do DM. O SIH/SUS subestima o DM nas amputações, e tendências baseadas nesse registro devem ser interpretadas com cautela.
Palavras-chave
Diabetes Mellitus; Pé Diabético; Amputação Cirúrgica; Estudos de Séries Temporais; Sistemas de Informação Hospitalar
Información de la Presentación