Estado
Aprobado
Enviado el
16/10/2026
Área Temática
Diabetes Mellitus
Autores
M
Matheus Eliezio Rodrigues Barbosa Torres1
Autor Principal · Apresentador
Lais Lima de Castro Abreu2, Antônio Gabriel Fontes Mendes2, Lays Beatrice Lima Matos Costa2, Ana Karolinne da Silva Brito1, Maria do Carmo de Carvalho e Martins2
1 Centro Universitário Tecnológico de Teresina
2 Universidade Federal do Piauí
Introducción
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) se caracteriza pela presença de resistência à insulina e/ou redução de sua secreção. Nesse contexto, a vitamina D se destaca por seu potencial papel em melhorar a glicemia, e reduzir a inflamação e a resistência à insulina. Além disso, baixas concentrações de vitamina D foram associadas a um pior controle glicêmico, sendo a obesidade relacionada a menores níveis de vitamina D plasmáticos. Entretanto, poucos estudos avaliaram essa relação em pessoas com DM2 usando diferentes medidas de adiposidade.
Objetivos
Analisar a relação entre adiposidade corporal e o estado nutricional relativo à vitamina D em indivíduos com DM2.
Métodos
Estudo comparativo analítico conduzido no Serviço de Endocrinologia do Hospital Universitário da UFPI, derivado de macroprojeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAEE 81341524.9.0000.8050), em amostra de 41 adultos de ambos os sexos com diagnóstico de DM2 conforme critérios das diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, em tratamento dietoterápico e/ou em uso de antidiabéticos orais, e em acompanhamento ambulatorial. Os pacientes foram divididos em 2 grupos, sendo um grupo com estado de suficiência de vitamina D, com concentrações séricas de 25(OH)D ≥ 30 ng/mL, e o outro com insuficiência, com valores < 30 ng/mL. A glicemia de jejum foi obtida pelo prontuário, e a avaliação antropométrica incluiu medidas de circunferência da cintura (CC), peso e altura, sendo os dois últimos utilizados no cálculo do índice de massa corporal (IMC), com classificação utilizando os pontos de corte definidos pela OMS (1995; 2000). O percentual de gordura corporal (%G) foi obtido por meio de bioimpedância elétrica utilizando aparelho Ibody S10 com 8 eletrodos, com capacidade de peso de 10 kg a 250 kg. A análise estatística incluiu testes de Mann-Whitney, Qui-Quadrado e Teste Exato de Fisher, adotando-se nível de significância de 5%.
Resultados
A distribuição da amostra conforme a classificação dos níveis de vitamina D revelou suficiência em 22 participantes (53,7%) e insuficiência em 19 (46,3%). A mediana da glicemia foi de 121,1 mg/dL com intervalo interquartílico de 105,1–161,2 no grupo com suficiência de vitamina D e de 152,0 mg/dL (111,6–174,2) no grupo com insuficiência. Quanto a avaliação nutricional, foram observadas medianas de 33,87% (24,45–40,22) e 34,47% (27,8–55,5) respectivamente para o percentual de gordura corporal; de 23,89 (21,16–26,46) e 24,13 (21,93–26,45) respectivamente para IMC; e de 87,25 (78,88–95,5) e 92,50 (82,5–98,0) respectivamente para CC. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos quanto à glicemia (p = 0,2342), ao %G (p = 0,8260), ao IMC (p = 0,7714) e à CC (p = 0,3020). Foi observada associação (p = 0,0479) entre a maior CC e a insuficiência de vitamina D, não sendo observada associações entre os demais parâmetros.
Conclusión
A insuficiência de vitamina D foi frequente entre os pacientes e esteve associada à maior frequência de circunferência da cintura muito elevada, não sendo observadas diferenças nos demais parâmetros avaliados. Ressalta-se a necessidade de estudos com amostras maiores.
Palavras-chave
Diabetes Mellitus tipo 2; Vitamina D; Adiposidade; Índice de Massa Corpora; Bioimpedância
Información de la Presentación