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Trabajo #137  ·  Trabalho Científico
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Risco de doença metastática em pacientes com feocromocitoma e paraganglioma portadores de variantes germinativas patogênicas em SDHB: revisão sistemática
Estado Aprobado
Enviado el 10/10/2026
Área Temática Neuroendocrinologia
Autores
M
Maria Eduarda Gomes Viana de Souza1
Autor Principal · Apresentador
Gabryela Nogueira Fortes Sobral da Silveira1, Luísa Bandeira da Conceição1, Giovanna Vitória de Sousa Silva2
1 Centro Universitário UNINOVAFAPI
2 Faculdade de Ciências da Saúde Pitágoras de Codó
Introducción
Feocromocitoma e paraganglioma (PPGL) são tumores derivados da
medula adrenal e dos paragânglios extra-adrenais. Esses tumores se originam das células cromafins da linhagem neuroendócrina e são capazes de produzir catecolaminas.
Algumas mutações genéticas influenciam os PPGL, dentre as quais as que codificam as subunidades da succinato desidrogenase (SDH) são as mais relevantes. Nesse contexto, a
subunidade B da SDH na linha germinativa apresenta maior potencial metastático.
Objetivos
Avaliar a associação entre variantes patogênicas germinativas no gene
SDHB e a ocorrência de metástase em pacientes com feocromocitoma ou paraganglioma, comparando o risco entre portadores e não portadores das variantes.
Métodos
Revisão sistemática
conduzida a partir das diretrizes PRISMA 2020. A pergunta de pesquisa foi estipulada com base no acrônimo PECO: “Em pacientes com feocromocitoma ou paraganglioma, a
presença de mutação no gene SDHB está associada a maior risco de doença metastática, quando comparada à ausência dessa mutação?”, sendo P: Pacientes com diagnóstico confirmado de PPGL; E: Presença de mutação germinativa no gene SDHB; C: Pacientes SDHB sem mutação; O: Ocorrência de metástase. As buscas foram realizadas nas bases
PubMed e ScienceDirect, utilizando os termos “Paraganglioma” OR
“Pheochromocytoma” AND “SDHB” AND “Metastasis” OR “Metastatic”, aplicando critérios de elegibilidade previamente definidos.
Resultados
Seis documentos foram avaliados na íntegra, sendo cinco incluídos: duas revisões sistemáticas com meta-análise e três revisões integrativas. A meta-análise de Davidoff incluiu 16 estudos e estimou prevalência de doença metastática de 9% (IC95%: 5-16%; intervalo de predição: 2-34%; n= 251; I²= 33%) entre portadores não-índice com tumor. Svendsen et al. reuniram 80 estudos, incluindo 66 com portadores de SDHB, totalizando 1.799 indivíduos, dos quais
926 (51,5%) apresentavam metástase nos dados agregados. Nessa análise, SDHB esteve associado a maior risco de metástase em comparação a pacientes sem variante identificada (RR= 2,66; IC95%: 1,98-3,57; I²= 71%) e apresentou taxa 2,29 vezes maior que as demais variantes do cluster 1 (IC95%: 1,51-3,49). As revisões integrativas corroboraram a associação analisada.
Conclusión
Aproximadamente 35% dos casos de feocromocitoma e/ou paraganglioma têm componentes hereditários, tornando-os casos tumorais com maior predisposição genética. As evidências disponíveis demonstram associação consistente
entre variantes germinativas patogênicas em SDHB e maior ocorrência de doença metastática em PPGL. Entretanto, a magnitude absoluta desse risco permanece incerta, influenciada pelo perfil dos pacientes, heterogeneidade entre os estudos e elevado risco de viés de seleção. Portanto, SDHB constitui importante marcador genético de maior risco metastático, mas os dados atuais não permitem estabelecer uma estimativa absoluta única. Estudos prospectivos, com grandes coortes, seguimento prolongado, critérios uniformes e análise do tempo até o evento são necessários para melhor quantificação desse risco.
Palavras-chave
Feocromocitoma; Paraganglioma; Neuroendocrinologia; Tumores Neuroendócrinos; Revisão sistemática.
Información de la Presentación
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