Authors
L
Lara Maria de Moura gomes1
Main Author · Apresentador
Carlos Wagner Leal Cordeiro Júnior2, Luara Bela Rocha Gomes3, José Antenor de Castro Neiva Neto4, Allan Pinho Sobral5
1 Faculdade CET Teresina
2 Universidade Nove de Julho (UNINOVE)
3 Faculdade UNIRB Piauí
4 UniFacid Wyden
5 Universidade Federal do Piauí (UFPI)
Methods
Estudo ecológico, retrospectivo e descritivo, com dados públicos do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), obtidos no DATASUS. Incluíram-se internações por diabetes mellitus, conforme Lista de Morbidade CID-10, nas faixas etárias <1, 1–4, 5–9 e 10–14 anos, por local de internação. Foram analisados número de internações, óbitos e taxa de mortalidade hospitalar. A associação entre região e desfecho hospitalar (óbito versus não óbito) foi avaliada pelo teste do qui-quadrado de Pearson; a magnitude da associação, pelo V de Cramér; e resíduos padronizados ajustados foram empregados para identificar as categorias com maior contribuição para a heterogeneidade. Razões de risco (RR) com IC95% foram calculadas em comparações exploratórias regionais.
Results
Foram registradas 74.551 internações e 293 óbitos, correspondendo a mortalidade hospitalar global de 0,39% (IC95% 0,35–0,44). O Sudeste concentrou 31.757 internações (42,6%), seguido do Nordeste, 20.059 (26,9%), Sul, 11.775 (15,8%), Centro-Oeste, 7.421 (10,0%), e Norte, 3.539 (4,7%). A mortalidade foi maior no Norte (0,85%; IC95% 0,59–1,21) e Nordeste (0,54%; IC95% 0,45–0,66), e menor no Sul (0,27%; IC95% 0,19–0,38). Houve associação entre região e mortalidade hospitalar (χ²(4)=41,37; p<0,001), com baixa magnitude global (V de Cramér=0,024). Os resíduos ajustados evidenciaram excesso relativo de óbitos no Norte (4,43) e Nordeste (3,98) e frequência inferior à esperada no Sudeste (−3,06) e Sul (−2,29). Em comparação exploratória com o Sul, o risco de óbito foi maior no Norte (RR=3,12; IC95% 1,90–5,13) e Nordeste (RR=2,00; IC95% 1,35–2,96). A mortalidade descritiva foi de 0,45% no sexo feminino e 0,32% no masculino. Segundo raça/cor, as taxas foram 3,08% em indígenas, 0,66% em amarelos, 0,43% em pardos, 0,28% em brancos e 0,20% em pretos; essas comparações não foram submetidas a testes inferenciais por ausência dos denominadores absolutos por categoria na extração disponível.
Conclusion
Houve heterogeneidade regional estatisticamente significativa na mortalidade hospitalar por diabetes mellitus em menores de 15 anos no SUS entre 2015 e 2025, com maior mortalidade relativa no Norte e Nordeste. Apesar da pequena magnitude global da associação, os achados indicam diferenças regionais que justificam investigação de fatores relacionados à gravidade à admissão, acesso oportuno e organização da assistência.