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Trabajo #170  ·  Trabalho Científico
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HIPERTIREOIDISMO SUBCLÍNICO E RISCO DE FIBRILAÇÃO ATRIAL: UMA REVISÃO DAS EVIDÊNCIAS EPIDEMIOLÓGICAS E CLÍNICAS
Estado Aprobado
Enviado el 10/10/2026
Área Temática Tireoide
Autores
K
Kauan Belisário Leão de Alencar 1
Autor Principal · Apresentador
Larrissa Miranda Vieira1, Nelson Agapito Brandão Rios1
1 Uni-Cet
Introducción
O hipertireoidismo subclínico (HS) caracteriza-se pela redução dos níveis séricos do hormônio estimulante da tireoide (TSH), com concentrações de T3 e T4 livre a níveis normais. Disfunções tireoidianas são distúrbios endócrinos comuns, conhecido por exacerbar patologias cardiovasculares, dentre elas a relação entre o hipertireoidismo manifesto é um fator de risco evidente para fibrilação atrial (FA). Entretanto, a correlação entre um risco aparente para FA envolvendo HS necessita de investigação aprofundada. Apesar da ausência de manifestações clínicas evidentes em muitos pacientes, essa condição tem sido associada a alterações cardiovasculares, especialmente à FA, arritmia relacionada ao aumento do risco tromboembólico.
Objetivos
Analisar as evidências científicas sobre a associação entre HS e risco de FA, considerando os achados epidemiológicos e suas implicações clínicas.
Métodos
Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, utilizando descritores relacionados ao hipertireoidismo subclínico e à fibrilação atrial, adjunto dos operadores booleanos AND e OR. A seleção considerou a relevância temática e a abordagem direta da associação investigada, priorizando metanálises, revisões sistemáticas e estudos de coorte. Foram considerados a atualidade das publicações, o número de estudos e participantes, as estimativas de risco, os respectivos intervalos de confiança de 95% e a consistência dos resultados. Os dados foram comparados quanto à magnitude da associação e às limitações metodológicas, sintetizados qualitativamente para discutir as evidências epidemiológicas e suas implicações clínicas.
Resultados
Singh et al. (2024) identificaram associação entre HS e incidência de FA, com risco relativo (RR) de 1,99 (IC 95%: 1,43–2,77), numa amostra de 596.358 pacientes, com 6.732 casos de HS, com relato de 484 casos de FA incidente. Smedegaard et al. (2020), ao analisarem estudos observacionais, também encontraram evidências favoráveis à associação entre essa HS e FA, numa amostra de 6.276 indivíduos com HAS, com taxa de risco ajustada para FA em pacientes com HS de 2,07 (IC 95%: 1,30-3,29), para pacientes com SH grau um (TSH 0,1-0,4 mUI/I) e grau dois (TSH<0,1 mUI/I). Convergentemente, Huang et al. (2022) relataram RR de 1,70 (IC 95%: 1,11–2,62), em uma metanálise de estudos de coorte com 649.293 pacientes. A associação pode estar relacionada aos efeitos dos hormônios tireoidianos sobre a frequência cardíaca, atividade autonômica e as propriedades eletrofisiológicas atriais, favorecendo um substrato para arritmias. Entretanto, diferenças metodológicas e presença de fatores de confusão limitam a interpretação causal dos resultados entre cada estudo. Além disso, permanece incerto se o tratamento do hipertireoidismo subclínico reduz a incidência de FA.
Conclusión
As evidências analisadas indicam associação entre hipertireoidismo subclínico e maior risco de fibrilação atrial. Esses achados reforçam a relevância da avaliação da função tireoidiana na estratificação do risco cardiovascular. Contudo, estudos prospectivos e ensaios clínicos são necessários para esclarecer os benefícios do tratamento na prevenção dessa arritmia.
Palavras-chave
Hipertireoidismo subclínico; Fibrilação atrial; TSH; Doenças cardiovasculares; Hormônios tireoidianos.
Información de la Presentación
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