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Trabalho #186  ·  Relato de Caso
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Desintensificação expressiva da insulinoterapia basal-bolus após terapia incretínica em paciente com diabetes mellitus tipo 2: relato de caso
Status Aprovado
Submetido em 13/10/2026
Área Temática Diabetes Mellitus
Autores
C
CELSO SOARES PEREIRA FILHO1
Autor Principal · Apresentador
1 Centro Universitário UniFacid Wyden
Introdução
A desintensificação da insulinoterapia em pessoas com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) pode reduzir a complexidade terapêutica e o risco de hipoglicemia. Agonistas do receptor de GLP-1 e agonistas duplos GIP/GLP-1 oferecem alternativas para melhorar o controle glicêmico e o peso, mas a retirada progressiva de esquemas basal-bolus exige avaliação individualizada.
Objetivos
Descrever a evolução metabólica e a redução da necessidade de insulina em paciente com DM2 de longa duração após introdução de terapia baseada em incretinas.
Métodos
Relato de caso com análise descritiva dos registros de acompanhamento ambulatorial entre novembro de 2025 e setembro de 2026. Foram avaliados esquema terapêutico, dose diária de insulina, hemoglobina glicada (HbA1c), peso corporal, sintomas sugestivos de hipoglicemia e ultrassonografia abdominal.
Resultados
Homem com DM2 diagnosticado em 2015, em insulinoterapia desde 2021, associado a obesidade, hipertensão arterial e dislipidemia. Em novembro de 2025, apresentava 108 kg (IMC 34,1 kg/m²), glicemia de jejum de 140 mg/dL e HbA1c de 8,7%. Em dezembro, utilizava esquema basal-bolus com 102 UI/dia de insulina (NPH 60 UI e regular 42 UI), além de dapagliflozina/metformina. Após introdução e titulação de semaglutida subcutânea até 2,4 mg/semana, houve perda ponderal, melhora glicêmica e episódios sugestivos de hipoglicemia, motivando reduções sucessivas da insulina e suspensão da regular. Em março de 2026, o peso era 95 kg e a HbA1c, 6,8%. Diante da estabilização ponderal apesar da manutenção da dose máxima de semaglutida, optou-se pela substituição por tirzepatida. Em setembro de 2026, o paciente pesava 92,5 kg, com perda acumulada de 15,5 kg (14,4%), glicemia de jejum de 81 mg/dL e HbA1c de 6,1%. Utilizava apenas NPH 12 UI/dia, correspondendo a uma redução de 88,2% da dose diária total de insulina, com prescrição de redução adicional para 8 UI/dia.
Conclusão
O caso evidencia desintensificação expressiva da insulinoterapia basal-bolus, com suspensão da insulina prandial, melhora do controle glicêmico e perda ponderal relevante. A substituição da semaglutida por tirzepatida após estabilização do peso ilustra a individualização do tratamento da obesidade, sem permitir atribuir a resposta metabólica global a um único fármaco. A evolução reforça a necessidade de reavaliar periodicamente as doses de insulina durante o tratamento incretínico.
Palavras-chave
Diabetes Mellitus Tipo 2; Insulina; Agonistas do Receptor de Peptídeo 1 Semelhante ao Glucagon; Obesidade.
Informações de Apresentação
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