EndoPiauí 2026
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Abstract #201  ·  Trabalho Científico
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MORTALIDADE POR DIABETES MELLITUS NO PIAUÍ, NO NORDESTE E NO BRASIL, 2015–2024: TENDÊNCIA E DESIGUALDADE REGIONAL
Status Accepted
Submitted on Oct 16, 2026
Topic Area Diabetes Mellitus
Authors
M
MARTHA WALESKA MELO ROCHA1
Main Author · Apresentador
Rafaela Brito de Castro1, Maria Francisca Barbosa Pereira1, Silmara Rochelle Moura do Monte1, Aldenora Maria Ximenes Rodrigues1, Camila Emanuelle da Silva Ferreira2
1 Universidade Federal do Piauí
2 Doutoranda do PPG em Biotecnologia (RENORBIO)
Introduction
O Diabetes Mellitus (DM) é um distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica, cuja patogênese envolve o estresse oxidativo, que também contribui para o desenvolvimento de complicações, como cardiopatia, neuropatia e nefropatia. No Brasil, o DM configura um relevante problema de saúde pública, cuja mortalidade apresenta incidência crescente associada a vulnerabilidade social, impulsionada por barreiras de acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento. A distribuição desses óbitos reflete desigualdades regionais e socioeconômicas, que penalizam sobretudo a região Nordeste e locais com maiores vulnerabilidades, como o Piauí.
Objectives
Analisar a tendência da mortalidade por DM no Piauí entre 2015 e 2024 e compará-la com a do Nordeste e do Brasil.
Methods
Estudo ecológico de série temporal com os óbitos por local de residência registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) tendo o DM como causa básica (CID-10 E10–E14). As taxas por 100 mil habitantes foram calculadas com as estimativas populacionais do Ministério da Saúde e padronizadas por idade pelo método direto, tendo como padrão a população brasileira de 2020. A tendência foi estimada por regressão de Prais-Winsten, com variação percentual anual (VPA) e intervalo de confiança de 95% (IC95%).
Results
Ocorreram 13.727 óbitos por DM no Piauí, 54,1% em mulheres e 81,9% em pessoas com 60 anos ou mais. A taxa bruta passou de 41,1 para 43,6 por 100 mil habitantes (VPA: 1,9%; IC95%: −0,1 a 3,8), com aumento significativo entre os homens (37,0 para 43,5; VPA: 2,7%; IC95%: 0,6 a 4,8). Após a padronização por idade, a taxa variou de 47,1 para 39,6 por 100 mil, com tendência estacionária (VPA: −0,7%; IC95%: −2,7 a 1,3), assim como no Nordeste (43,9 para 35,9; VPA: −1,8%; IC95%: −3,8 a 0,3) e no Brasil (33,7 para 30,7; VPA: −0,8%; IC95%: −2,8 a 1,3). A mortalidade padronizada do Piauí superou a nacional em todos os anos, em média 25% maior, e, entre 2022 e 2024, também superou a do Nordeste (39,6 vs. 35,9 por 100 mil em 2024).
Conclusion
A mortalidade por DM no Piauí não apresentou redução na última década e manteve-se acima das médias regional e nacional. A estabilidade da taxa padronizada, diante da tendência limítrofe de aumento da taxa bruta, indica o envelhecimento populacional como fator relevante, e o aumento entre os homens surge como fator preocupante. Os achados indicam a necessidade de ampliar o controle glicêmico e a prevenção de complicações no Piauí, bem como de investigar novas alternativas terapêuticas.
Palavras-chave
Diabetes Mellitus; Mortalidade; Sistemas de Informação em Saúde; Disparidades nos Níveis de Saúde.
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