EndoPiauí 2026
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Trabajo #211  ·  Trabalho Científico
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DISTRIBUIÇÃO TERRITORIAL E PERFIL PROFISSIONAL DOS MÉDICOS ENDOCRINOLOGISTAS NO ESTADO DO PIAUÍ: ESTUDO TRANSVERSAL SOBRE A PRÁTICA PROFISSIONAL E A OFERTA DE ESPECIALISTAS NO INTERIOR
Estado Aprobado
Enviado el 16/10/2026
Área Temática Outros temas da endocrinologia
Autores
G
Glória Maria de Moura Rocha Barbosa1
Autor Principal · Apresentador
Natasha dos Santos Moraes1, Lucas Leal Moura Nogueira Pereira2, Manoel Aderson Soares Filho3
1 Centro Universitário UNINOVAFAPI - AFYA
2 Centro Universitário Maurício de Nassau
3 Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte
Introducción
A distribuição territorial dos médicos especialistas é um desafio para a organização dos serviços de saúde, devido à concentração desses profissionais em centros urbanos (Carvalho, Mendes, Maia do Amaral, 2019). Na Endocrinologia e Metabologia, essa questão é relevante pela necessidade de acompanhamento de doenças crônicas. Segundo a Demografia Médica no Brasil 2025, o país possuía 7.374 endocrinologistas titulados, dos quais somente 18,3% estavam no Nordeste (Scheffer et al., 2025).
Objetivos
Caracterizar o perfil sociodemográfico e profissional dos endocrinologistas participantes, sua distribuição territorial e percepção sobre a oferta de endocrinologistas no interior do Piauí.
Métodos
Estudo observacional, transversal, descritivo, quantitativo, exploratório, desenvolvido com 41 endocrinologistas, selecionados por amostragem não probabilística por conveniência. A coleta de dados ocorreu de 30 de setembro a 11 de outubro de 2026, por meio de questionário eletrônico disponibilizado no Google Forms, precedido do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram abordadas características sociodemográficas, formação, titulação, vínculos científicos, distribuição territorial, modalidades e áreas de atuação, satisfação profissional e percepção sobre a oferta de especialistas no interior e barreiras à interiorização. Os dados foram analisados por meio do Google Sheets e do software Jamovi. Realizou-se análise descritiva, com frequências absolutas e relativas para as variáveis categóricas, e teste exato de Fisher, com nível de significância de 5%.
Resultados
A faixa etária mais frequente foi de 31-40 anos (n: 18; 43,9%). Quanto à formação, 63,4% (n: 26) possuem residência médica e Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia, 29,3% (n: 12) apenas residência e 7,3% (n: 3) apenas o título. A maioria reside em Teresina (n: 37; 90,2%), enquanto 2 residem em Parnaíba e 2 em Picos (4,9% cada). Atendem exclusivamente em Teresina 25 participantes (61,0%), enquanto 16 (39,0%) atuam em outros municípios. A oferta de endocrinologistas no interior foi considerada insuficiente por 27 (65,9%), suficiente por 6 e parcialmente suficiente por 6 (14,6% cada). Entre os que a consideraram insuficiente, 11 atuam no interior (68,8%). Predominaram os atendimentos particulares (n: 39; 95,1%) e por convênios (n: 30; 73,2%). Diabetes mellitus foi a área de atuação mais assinalada (n: 39; 95,1%). As principais barreiras à atuação no interior foram falta de apoio diagnóstico (n: 25; 61,0%), dificuldades de acesso e deslocamento (n: 24; 58,5%) e conciliação profissional (n: 22; 53,7%). A faixa de renda mais frequente foi de R$30.001 a R$40.000 (n: 17; 41,5%). O teste exato de Fisher identificou associação entre renda e volume de atendimentos (p = 0,030), bem como entre renda e número de municípios atendidos (p = 0,045).
Conclusión
O estudo evidenciou concentração residencial e profissional em Teresina e percepção majoritária de insuficiência de endocrinologistas no interior. A falta de apoio diagnóstico e as dificuldades de deslocamento destacaram-se como barreiras à interiorização. A amostra voluntária e não probabilística limita a generalização dos achados, indicando a necessidade de estudos mais abrangentes.
Palavras-chave
Endocrinologia; Assistência Especializada à Saúde; Acesso à Saúde; Interiorização da Assistência.
Información de la Presentación
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