Estado
Aprobado
Enviado el
16/10/2026
Área Temática
Outros temas da endocrinologia
Autores
S
Sabrina Helen Bezerra Lopes1
Autor Principal · Apresentador
Guilherme Oliveira Gomes1, Carlos Henrique Lopes1, Micaelle Mariana Barroso de Souza1, Carlos Eduardo Batista de Lima1
Introducción
O câncer de adrenal é uma neoplasia rara e agressiva, cuja ocorrência e distribuição epidemiológica variam segundo características demográficas e geográficas. A análise da incidência e da tendência temporal, associada à caracterização do perfil epidemiológico e assistencial, permite identificar padrões regionais e contribuir para o conhecimento da ocorrência dessa neoplasia.
Objetivos
Analisar a incidência e a tendência temporal do câncer de adrenal nos estados do Nordeste brasileiro, comparando sua distribuição segundo sexo e faixa etária, além de caracterizar o perfil dos casos quanto às modalidades terapêuticas e ao tempo até o início do tratamento.
Métodos
Estudo ecológico, descritivo e quantitativo, baseado em dados secundários de casos de câncer de adrenal obtidos no DATASUS, por meio do PAINEL-Oncologia e dos dados de incidência, referentes ao período de 2014 a 2025. Foram calculadas as taxas de incidência por 100.000 habitantes nos estados do Nordeste brasileiro, segundo sexo e faixa etária, utilizando estimativas populacionais do IBGE. O perfil assistencial foi caracterizado conforme modalidade terapêutica e tempo até o início do tratamento, por frequências absolutas e relativas. A tendência temporal foi analisada por regressão linear simples, considerando o ano como variável independente e a taxa de incidência como variável dependente, com estimativa do coeficiente angular (β), coeficiente de determinação (R²) e valor de p. As análises foram realizadas no Microsoft Excel® e no Statistics Kingdom, adotando-se nível de significância de 5%.
Resultados
Entre 2014 e 2025, foram registrados 727 casos de câncer de adrenal no Nordeste brasileiro, com discreto predomínio feminino (52,0%). Bahia (164), Pernambuco (129) e Ceará (108) apresentaram os maiores números absolutos. Quanto à faixa etária, o maior número de casos ocorreu entre 60 e 64 anos (51 casos), seguido pelas faixas de 50 a 54 anos (44) e 55 a 59 anos (40). Em 2025, as maiores taxas de incidência ocorreram no Piauí (0,177/100.000 hab.), no Rio Grande do Norte (0,145) e em Sergipe (0,131). A regressão linear simples indicou tendência crescente significativa da incidência regional entre 2014 e 2025 (β=0,0093; R²=0,632; p=0,002). O maior número anual de registros ocorreu em 2022 (92 casos), seguido de 2023 (91 casos), enquanto 2014 apresentou o menor total (28 casos). A quimioterapia foi a modalidade terapêutica mais registrada (51,6%), seguida pela cirurgia (21,9%). O tratamento iniciou em até 30 dias em 57,2% dos registros, enquanto 14,9% tiveram início após 60 dias.
Conclusión
O câncer de adrenal apresentou discreto predomínio feminino e disparidades regionais. A tendência crescente no período analisado reforça a importância do monitoramento epidemiológico. A distribuição dos casos se concentrou nos adultos de meia idade e a quimioterapia se destacou como a mais utilizada entre os casos relatados. Aproximadamente 15% dos pacientes tiveram seu tratamento atrasado em no mínimo dois meses. Os resultados reforçam a importância do aprimoramento da assistência oncológica no Nordeste brasileiro.
Palavras-chave
Epidemiologia; Neoplasias das Glândulas Suprarrenais; Glândulas Suprarrenais
Información de la Presentación