Estado
Aprobado
Enviado el
16/10/2026
Área Temática
Obesidade
Autores
M
Marianna Chiara Portela Lopes1
Autor Principal · Apresentador
Aline Gomes Miranda1, Valentine Santana Moreira da Fonseca1, Giovanna Estevam da Silva1, Geovana Karine Sousa e Silva Cunha1, Wallace Rodrigues de Holanda Miranda1
1 Universidade Federal do Piauí
Introducción
A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, com impacto negativo sobre a saúde. A cirurgia bariátrica é uma opção eficaz para pacientes com indicação clínica, mas sua realização no Sistema Único de Saúde (SUS) depende da disponibilidade e da organização dos serviços especializados, que variam entre os estados.
Objetivos
Comparar as taxas de realização de cirurgias bariátricas pelo SUS entre os estados do Nordeste e descrever sua evolução temporal, com ênfase no Piauí, de 2016 a 2025.
Métodos
Estudo ecológico de séries temporais com dados do SIH/SUS, segundo local de residência e ano de atendimento, entre 2016 e 2025. Foram incluídas as Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) aprovadas referentes aos procedimentos bariátricos primários do SIGTAP 04.07.01.012-2, 04.07.01.017-3, 04.07.01.018-1, 04.07.01.036-0 e 04.07.01.038-6. Utilizou-se as projeções populacionais do IBGE, na edição de 2024, para calcular taxas anuais por 100.000 habitantes com 20 anos ou mais. A taxa média anual correspondeu ao total de AIH dividido pela soma das populações anuais, multiplicado por 100.000. As taxas estaduais foram comparadas pelo teste de Friedman, considerando os anos como blocos, seguido do pós-teste de Nemenyi, realizados no site Stats Kingom. A evolução temporal no Piauí foi examinada descritivamente pelas taxas anuais ao longo de toda a série. Adotou-se nível de significância de 5%.
Resultados
Foram registradas 8.371 AIH no Nordeste, com taxa média anual regional de 2,12/100.000 habitantes com 20 anos ou mais. As maiores taxas médias ocorreram na Paraíba (6,80), no Rio Grande do Norte (4,55) e em Sergipe (3,82), e as menores no Maranhão (1,28), no Piauí (1,09) e na Bahia (0,38). O teste de Friedman indicou diferenças entre os estados (χ²(8) = 50,05; p < 0,001), com maiores postos médios no Rio Grande do Norte (8,6) e em Pernambuco (7,3). No pós-teste de Nemenyi, o Rio Grande do Norte apresentou taxas superiores às do Piauí, Maranhão, Sergipe e Bahia; Pernambuco, às do Piauí, Sergipe e Bahia; e Paraíba e Alagoas, às da Bahia. No Piauí, foram registradas 253 AIH, das quais 237 (93,7%) entre 2021 e 2025. As taxas permaneceram próximas de zero entre 2016 e 2019 (0,00–0,05), aumentaram para 0,60 em 2020 e atingiram 2,21 em 2021, mantendo-se entre 1,98 e 2,21 até 2024, com redução para 1,47 em 2025. O estado passou da menor taxa regional entre 2016 e 2019 à terceira maior em 2021 e 2022, ocupando a sétima posição em 2025.
Conclusión
A realização de cirurgias bariátricas pelo SUS apresentou heterogeneidade geográfica no Nordeste, com taxas agregadas mais elevadas na Paraíba e maiores postos médios no Rio Grande do Norte e em Pernambuco. No Piauí, observou-se aumento expressivo dos procedimentos registrados a partir de 2020–2021, após taxas próximas de zero até 2019, seguido de relativa estabilidade entre 2021 e 2024 e redução em 2025. Esses achados justificam investigações sobre a organização da assistência especializada e possíveis barreiras de acesso. A interpretação deve considerar que as AIH abrangem todas as idades, enquanto as taxas utilizaram a população de 20 anos ou mais como referência.
Palavras-chave
Cirurgia Bariátrica; Sistema Único de Saúde; Estudos Ecológicos; Epidemiologia; Distribuição Temporal.
Información de la Presentación