EndoPiauí 2026
Volver a la lista
Trabajo #97  ·  Trabalho Científico
BANNER
MONITORIZAÇÃO BIOQUÍMICA DO DISTÚRBIO MINERAL E ÓSSEO NA HEMODIÁLISE CRÔNICA: ANÁLISE TEMPORAL E REGIONAL NO PIAUÍ, 2021–2025
Estado Aprobado
Enviado el 10/10/2026
Área Temática Metabolismo Ósseo e mineral
Autores
B
Benjamin Nunes Nascimento1
Autor Principal · Apresentador
Heitor Giordano Felix Silva1, José Victor Campelo Leite1, Erick de Sousa Veloso1, Marcos Raylan Alves Rodrigues1, Girlene Soares de Figueiredo1
1 Universidade Federal do Piauí
Introducción
O distúrbio mineral e ósseo da doença renal crônica é complicação da doença avançada, associada a alterações ósseas e cardiovasculares, e requer monitorização de paratormônio, cálcio, fósforo e fosfatase alcalina. Em hemodiálise crônica, sua avaliação periódica integra o acompanhamento metabólico.
Objetivos
Avaliar o padrão temporal e regional dessa monitorização em pessoas em hemodiálise crônica pelo SUS no Piauí entre 2021 e 2025, considerando secundariamente a organização territorial da assistência.
Métodos
Estudo ecológico retrospectivo com arquivos mensais de Produção Ambulatorial do SIA/SUS. Incluiu-se apenas hemodiálise de manutenção, até três sessões semanais, excluindo modalidades pediátricas, agudas, excepcionais e específicas para HIV/hepatites. Os exames foram vinculados às APACs por autorização e competência mensal. A unidade analítica foi a APAC-competência, que não equivale a paciente único. Os totais estaduais foram validados contra o TABNET, sem divergências. Os municípios foram agrupados em 12 Regiões de Saúde. O desfecho principal foi a intensidade de registros de paratormônio por 100 APACs-competência. Utilizou-se regressão quasi-Poisson com efeitos de região e ano; sessões de hemodiálise foram usadas como exposição alternativa em análise de sensibilidade. A periodicidade foi avaliada nas 60 competências mensais com erros robustos de Newey-West.
Resultados
Foram analisadas 147.876 APACs-competência, correspondentes a 1.810.423 sessões. Vincularam-se 42.940 registros de paratormônio, 144.850 de cálcio, 143.577 de fósforo e 51.625 de fosfatase alcalina. Cálcio e fósforo permaneceram próximos de 96–98 registros por 100 APACs; paratormônio variou de 27,7 a 30,0 e fosfatase alcalina de 34,1 a 36,2. Houve forte heterogeneidade regional do paratormônio (F=81,19; p<0,001), sem efeito temporal global (F=1,15; p=0,362) ou interação região×tempo (p=0,774); o achado persistiu usando sessões de hemodiálise como exposição (p<0,001). Paratormônio e fosfatase alcalina concentraram-se em março, junho, setembro e dezembro. O paratormônio apresentou 59,6 registros por 100 APACs nesses meses versus 13,7 nos demais, diferença de 45,9 pontos percentuais (IC95%: 43,2–48,6; p<0,001); para fosfatase alcalina, a diferença foi de 50,7 pontos percentuais (IC95%: 47,7–53,7; p<0,001). A retenção da demanda na própria Região de Saúde aumentou de 73,6% para 81,3%.
Conclusión
A monitorização apresentou alta intensidade de registros de cálcio e fósforo, periodicidade trimestral de paratormônio e fosfatase alcalina e heterogeneidade regional persistente do paratormônio, sem tendência temporal global. Os achados evidenciam diferenças territoriais no processo de monitorização e podem orientar avaliações locais do cuidado. Registros administrativos vinculados às APACs não permitem avaliar controle bioquímico individual.
Palavras-chave
Doença Renal Crônica; Distúrbio Mineral e Ósseo; Sistemas de Informação em Saúde.
Información de la Presentación
BANNER
Modalidad