Status
Aprovado
Submetido em
19/08/2026
Autores
I
Isadora Costa Santos Gregório
Autor Principal
Raissa Carmem Sousa Silva; Antenor Bezerra Martins Neto; Andrezza Evelyn Rocha Tavares;Maria Nilza Lima Medeiros; Kely Nayara dos Reis Silva Figueiredo;
Centro Universitário Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB); Universidade Estadual do Maranhão (UEMA); Residência Médica Ginecologia e Obstetricia Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão – MACMA.
Introdução
O câncer do colo do útero é a quarta causa de morte por câncer em mulheres no Brasil; o Maranhão está entre os estados de maior incidência, associada a diagnóstico tardio e barreiras de acesso. A citologia cervical é a principal estratégia de rastreamento na atenção primária, sendo essencial conhecer barreiras e testar estratégias de adesão.
Objetivos
Identificar barreiras à adesão ao rastreamento do câncer do colo do útero em uma Unidade Básica de Saúde e descrever a variação do número mensal de coletas após ações educativas e busca ativa.
Métodos
Estudo transversal descritivo com análise antes–depois não controlada, de abordagem quantitativa, realizado na Unidade Básica de Saúde Vila Embratel, São Luís, Maranhão, unidade com 5.825 pessoas cadastradas na área de abrangência (e-SUS Atenção Primária, 2024). Participaram 20 mulheres de 25 a 59 anos cadastradas na unidade, faixa compreendida no intervalo de 25 a 64 anos preconizado pelo Ministério da Saúde para o rastreamento citopatológico, selecionadas de forma não probabilística, por conveniência, a partir dos critérios de estarem presentes na área de abrangência durante o período de coleta e de aceitarem participar mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE); foram excluídas mulheres fora da faixa etária de 25 a 64 anos ou que não concordaram em participar. A coleta de dados ocorreu no mês de março de 2025, sendo aplicado um questionário estruturado com 14 questões fechadas sobre características sociodemográficas, histórico de rastreamento e barreiras percebidas. Os dados foram tabulados em planilha eletrônica (Microsoft Excel, versão 2021) e analisados por estatística descritiva (frequências absolutas e relativas). Além disso, em março de 2025 foram realizadas ações educativas e busca ativa direcionadas às mulheres de 25 a 64 anos da área de abrangência, sobretudo às com exame desatualizado ou nunca realizado. Comparou-se o número de coletas mensais entre a média de referência de 2024 (80 coletas/mês, Relatório PEC da unidade) e março de 2025, mês da intervenção (140 coletas). O estudo integra projeto guarda-chuva do Centro Universitário UNDB, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob parecer nº 6.596.968 e CAAE: 76548723.5.0000.8707.
Resultados
Quanto aos resultados, das 20 participantes, 16 (80%) já haviam feito citologia cervical, oito (40%) com rastreamento atualizado, oito (40%) em atraso (≥3 anos) e quatro (20%) nunca examinadas. Vergonha, desconhecimento, falta de tempo e medo foram as barreiras citadas, cada uma por 5% (n=1). Após as ações, as coletas mensais passaram de 80 (média 2024) para 140 em março de 2025 (+75%), sem grupo controle.
Conclusão
Na amostra estudada, observaram-se o rastreamento desatualizado e barreiras individuais, informacionais e estruturais ao cuidado preventivo. O aumento nas coletas reforça o potencial de estratégias territorializadas na atenção primária, mas o delineamento não controlado e a pequena amostra limitam a inferência causal, sendo necessários novos estudos.
Informações de Apresentação