Status
Aprovado
Submetido em
19/08/2026
Autores
P
Priscilla Neves de Souza Santos
Autor Principal
Erika Chirley Chaib Araújo
(1) Graduanda do curso de Medicina da IDOMED - Estácio
(2) Enfermeira . Mestrado em Saúde da Família pela Estácio Vista Carioca-RJ.
Introdução
A sífilis na gestação constitui importante problema de saúde pública devido ao risco de transmissão vertical e às repercussões materno-fetais. Na adolescência, fatores relacionados à saúde sexual e reprodutiva podem ampliar a vulnerabilidade à infecção, tornando fundamental o fortalecimento das ações de prevenção, diagnóstico oportuno e assistência pré-natal.
Objetivos
Analisar a frequência, a distribuição etária, a evolução temporal e a participação proporcional das adolescentes entre as notificações de sífilis em gestantes residentes em São Luís, Maranhão, entre 2018 e 2023.
Métodos
Estudo observacional, descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa, realizado com dados secundários de acesso público disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Foram analisadas as notificações de sífilis em gestantes residentes em São Luís, Maranhão, registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no período de 2018 a 2023. Consideraram-se adolescentes aquelas com idade entre 10 e 19 anos, subdivididas nas faixas etárias de 10–14 e 15–19 anos. Foram avaliadas as frequências absoluta e relativa, a distribuição etária, a frequência anual e a participação proporcional das adolescentes no total de notificações. Utilizou-se estatística descritiva, com cálculo da variação percentual no período.
Resultados
Entre 2018 e 2023, foram registradas 1.980 notificações de sífilis em gestantes, das quais 366 (18,5%) ocorreram em adolescentes. Observou-se expressivo predomínio da faixa etária de 15–19 anos, com 353 casos (96,4%), enquanto 13 (3,6%) ocorreram entre 10–14 anos. O número de notificações em adolescentes apresentou redução de 47,0% entre 2018 e 2020, seguida de aumento de 61,4% entre 2020 e 2023. Apesar da retomada do número absoluto de notificações, a participação proporcional das adolescentes no total de casos foi de 20,4% em 2018 e 18,8% em 2023, não sendo observado aumento proporcional entre os extremos do período.
Conclusão
As adolescentes representaram parcela relevante das notificações de sífilis em gestantes em São Luís, correspondendo a aproximadamente um em cada cinco casos, com predominância expressiva entre 15 e 19 anos. Embora tenha ocorrido retomada das notificações após 2020, não houve aumento da participação proporcional das adolescentes entre os extremos do período. Os achados reforçam a necessidade de estratégias contínuas de prevenção, diagnóstico oportuno e qualificação da assistência pré-natal direcionadas à população adolescente.
Informações de Apresentação