XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #18  ·  Relato de Caso
E-POSTER
SAÚDE DA MULHER MARANHENSE: O cuidado em tons de Lilás
Status Aprovado
Submetido em 19/08/2026
Autores
N
Nadielly Cardoso Ladwig
Autor Principal
Tássia Kelen Cabral Santos Gilnara Frazão Sousa Monteiro Técio Bruno e Silva Maciel Jean Franklin Prazeres Lopes Joane Talita Pinto da Silva
Acadêmica de Medicina. Centro Universitário Maurício de Nassau Enfermeira. Prefeitura Municipal de Vitória do Mearim Enfermeira. Mestre em Saúde e Ambiente. Universidade Federal do Maranhão Biomédico. Pós Graduado em Gestão e Excelência Operacional na área da Saúde Prefeitura Municipal de Vitória do Mearim Técnico em Enfermagem. Prefeitura Municipal de Vitória do Mearim Enfermeira. Especialista em Saúde da Família.
Introdução
A Atenção Primária à Saúde (APS) constitui uma importante porta de entrada para o cuidado integral à saúde da mulher, incluindo ações de prevenção e rastreamento do câncer do colo do útero. Diante da redução na adesão ao exame citopatológico observada no território, foi implantado o Consultório Lilás como estratégia de cuidado humanizado, buscando ampliar o acesso, reduzir barreiras relacionadas à vergonha e à falta de tempo e fortalecer a adesão ao rastreamento. Objetivou-se relatar a experiência da implantação do Consultório Lilás para o fortalecimento da atenção integral à saúde da mulher.
Métodos
Trata-se de um relato de experiência sobre a implantação do Consultório Lilás em uma Unidade de Saúde da Família do município de Vitória do Mearim, Maranhão, no período de março a dezembro de 2025. Inicialmente, foram realizados treinamentos com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que posteriormente desenvolveram busca ativa, orientações e convite às mulheres para atendimento sem necessidade de agendamento, às sextas-feiras, em horário estendido. O fluxo assistencial incluía acolhimento, escuta qualificada, anamnese e exame citopatológico, realizado em ambiente preparado para privacidade, conforto e humanização. Durante o procedimento, utilizou-se câmera acoplada para visualização em tempo real do colo uterino, além de playlist personalizada e aromaterapia. Após o atendimento, as mulheres recebiam, via WhatsApp, link para questionário de satisfação elaborado no Google Forms. Entre as participantes, 38% tinham entre 35 e 40 anos. Antes da implantação, 69,2% relatavam evitar o exame, principalmente por falta de tempo (61,5%) e vergonha (38%). Após a estratégia, 76,9% relataram sentir-se acolhidas e 100% afirmaram que a música, a aromaterapia e o ambiente contribuíram para o conforto. Para 84,6%, as informações fornecidas foram muito claras e 92,3% passaram a compreender melhor a importância do exame. Em relação à coleta, 69,2% relataram que esta se tornou mais confortável e livre. Além disso, 42% ficaram impressionadas positivamente ao visualizar o colo uterino durante o procedimento e 100% afirmaram que recomendariam o Consultório Lilás. Comparando-se com 2024, houve aumento de 49,6% no número de coletas, passando de 135 para 202 exames.
Conclusão
Os achados demonstram que barreiras subjetivas e organizacionais, especialmente vergonha, falta de tempo e insegurança, podem interferir na adesão ao exame citopatológico. A oferta de atendimento em horário estendido, sem agendamento, associada à busca ativa pelos ACS e à qualificação do acolhimento, favoreceu o acesso e a vinculação das mulheres ao serviço. A experiência evidencia que ações territorializadas, humanizadas e centradas nas necessidades das mulheres podem favorecer o rastreamento, ampliar o acesso e contribuir para a detecção precoce de alterações, com potencial para redução de complicações e custos futuros.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
24/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 03
Sala