XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #2  ·  Trabalho Original
E-POSTER
QUEM CUIDA DA MÃE? UMA ANÁLISE DO PERFIL DAS MÃES DE NASCIDOS VIVOS EM IMPERATRIZ - MA DE 2014 A 2024
Status Aprovado
Submetido em 17/08/2026
Autores
L
Lícia Maia Barbosa
Autor Principal
Júlia Leitão Neves Azevedo, Rafael Gomes da Silva
Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão - Uemasul
Introdução
A vulnerabilidade socioeconômica materna pode estar relacionada ao acesso aos serviços de saúde e a desfechos desfavoráveis no período gestacional e neonatal. Nesse contexto, conhecer o perfil das mães de nascidos vivos pode contribuir para a identificação de grupos que necessitam de maior atenção das políticas públicas de saúde.
Objetivos
Analisar o perfil socioeconômico e os desfechos materno-infantis de mães solteiras/separadas judicialmente em Imperatriz–MA, de 2014 a 2024, comparando-os aos de mães casadas/em união consensual, a fim de verificar a hipótese de maior vulnerabilidade entre as primeiras, com base em dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS).
Métodos
Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e retrospectivo, de corte transversal, realizado com dados secundários do DATASUS, por meio da plataforma TabNet, referentes às mães de nascidos vivos residentes em Imperatriz–MA, de 2014 a 2024. As mães foram agrupadas em solteiras/separadas judicialmente (grupo 1) e casadas/em união consensual (grupo 2), excluindo-se as classificações “viúva” e “ignorado”. Foram analisadas as seguintes variáveis para cada grupo: Apgar ≤5 no primeiro minuto, anomalias congênitas, baixo peso ao nascer, pré-natal não realizado ou inadequado, idade materna de 10 a 19 anos, raça/cor, escolaridade e parto muito ou extremamente prematuro.
Resultados
No período analisado, as mães solteiras/separadas judicialmente representaram 62,4% do total de mães de nascidos vivos, enquanto as casadas/em união consensual representaram 37%. No grupo 1, 89,7% das mães eram pretas ou pardas, 87,8% apresentavam 11 anos ou menos de estudo e 22,5% tinham entre 10 e 19 anos. No grupo 2, esses percentuais foram, respectivamente, 79,6%, 60% e 4%. O grupo 1 também apresentou maiores percentuais de Apgar ≤5 no primeiro minuto, anomalias congênitas, baixo peso ao nascer, pré-natal não realizado ou inadequado e parto muito ou extremamente prematuro, quando comparado ao grupo 2.
Conclusão
Evidencia-se que o perfil das mães de nascidos vivos é majoritariamente composto por mulheres solteiras/separadas judicialmente, pretas ou pardas e com menor escolaridade, sugerindo maior vulnerabilidade materno-infantil. A predominância de mulheres pretas ou pardas deve ser compreendida no contexto das desigualdades raciais e socioeconômicas, por estarem historicamente mais expostas a menor renda e acesso a oportunidades. A maternidade na adolescência relaciona-se ao maior risco de complicações, enquanto a menor escolaridade pode dificultar o acesso às informações de saúde e aos serviços. Somam-se a isso a maior frequência de pré-natal inadequado ou não realizado, baixo peso ao nascer, prematuridade, anomalias congênitas e Apgar ≤5 entre solteiras/separadas, reforçando a necessidade de políticas públicas de planejamento familiar e ampliação do acesso e qualidade do pré-natal, a fim de mitigar esses impactos na população materna de Imperatriz.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
25/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 02
Sala