Status
Aprovado
Submetido em
20/08/2026
Autores
J
Jéssica Veloso costa
Autor Principal
Brenna Larissa Barros Vieira Lima
Kaline Vitoria Falcão Lins
Luiza Barros Fonseca
Natalia Fernandes Araújo
Ingredy Eylanne Monroe Vidigal
Centro Universitário Dom Bosco- UNDB
Introdução
A toxoplasmose gestacional é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, relevante pela possibilidade de transmissão transplacentária e repercussões fetais. Sua ocorrência é influenciada por fatores ambientais, sanitários e sociodemográficos. No Maranhão, as particularidades populacionais e territoriais reforçam a relevância da análise do perfil clínico-epidemiológico da doença.
Objetivos
Analisar o perfil clínico-epidemiológico das notificações de toxoplasmose gestacional no Maranhão, entre 2020 e 2025, considerando aspectos temporais, sociodemográficos, gestacionais e clínicos relacionados aos casos.
Métodos
Trata-se de estudo observacional, descritivo, retrospectivo, quantitativo e temporal, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram analisadas notificações de toxoplasmose gestacional no Maranhão, entre 2020 e 2025, considerando ano de notificação, trimestre gestacional, faixa etária, raça/cor, escolaridade, classificação, critério de confirmação e evolução. Os dados foram analisados por frequências absolutas e relativas.
Resultados
No período avaliado, registraram-se 2.393 notificações de toxoplasmose gestacional, com aumento de 256 casos em 2020 para 488 em 2025, correspondendo a uma elevação de 90,6%. Do total, 1.635 (68,3%) foram classificados como confirmados. Quanto ao critério de confirmação, predominou o laboratorial (71,6%; n=1.714), seguido dos registros ignorados/em branco (26,2%; n=627) e clínico-epidemiológico (2,2%; n=52). Em relação à idade gestacional, predominou o segundo trimestre (47,8%; n=1.143), seguido do terceiro (29,8%; n=712) e primeiro (21,5%; n=514), com 1,0% de registros ignorados. A faixa etária de 20–39 anos concentrou 72,0% das notificações (n=1.722), seguida por 15–19 anos (24,1%; n=577). Quanto à raça/cor, predominaram mulheres pardas (75,3%; n=1.803), correspondendo a 75,8% dos casos classificados como confirmados (n=1.239), seguidas pelas categorias branca (14,5%; n=348) e preta (8,1%; n=194). O ensino médio completo foi a categoria de escolaridade mais frequente (39,0%; n=934), enquanto 16,0% dos registros (n=382) apresentaram informação ignorada/em branco. Quanto à evolução, 50,4% das notificações foram registradas como cura (n=1.207), 49,5% apresentaram evolução ignorada/em branco (n=1.185) e houve um óbito por outra causa (0,04%), evidenciando elevada incompletude dessa variável.
Conclusão
Observou-se aumento das notificações de toxoplasmose gestacional no Maranhão entre 2020 e 2025, com predomínio entre gestantes de 20–39 anos, no segundo trimestre gestacional e de raça/cor parda. A elevada incompletude da variável evolução limita a caracterização dos desfechos e reforça a necessidade de qualificar os registros, fortalecer a vigilância epidemiológica e ampliar o diagnóstico oportuno no pré-natal, favorecendo medidas de prevenção, tratamento e redução do risco de transmissão congênita.
Informações de Apresentação