XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #28  ·  Trabalho Original
E-POSTER
Tendência temporal e perfil epidemiológico da sífilis congênita no Brasil entre 2015 e 2023: estudo ecológico
Status Aprovado
Submetido em 20/08/2026
Autores
L
Lais Amorim Moreira Lima; Graduanda da Universidade Ceuma.
Autor Principal
Giovanni Maluf Teixeira; Graduando de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão. Erika Krogh; Médica Ginecologista e Obstetra, Mestra em Saúde do Adulto pela Universidade Federal do Maranhão, Orientadora do Trabalho.
Universidade Ceuma; Universidade Estadual do Maranhão; Universidade Federal do Maranhão;
Introdução
A sífilis congênita permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, apesar de ser uma condição prevenível por meio do diagnóstico e tratamento oportunos da sífilis durante a gestação. A persistência de elevadas taxas da doença evidencia desafios na prevenção da transmissão vertical e a necessidade de analisar sua tendência temporal e perfil epidemiológico para subsidiar estratégias de vigilância e qualificação da assistência materno-infantil.
Objetivos
Analisar a tendência temporal da sífilis congênita no Brasil entre 2015 e 2023 e caracterizar o perfil epidemiológico dos casos notificados.
Métodos
Estudo ecológico descritivo de série temporal, com dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS), referentes ao período de 2015 a 2023. Foram analisadas as seguintes variáveis: incidência anual da sífilis congênita, a distribuição regional dos casos, faixa etária e escolaridade materna, realização do pré-natal e tratamento do parceiro. A incidência foi calculada por 1.000 nascidos vivos, e os dados foram submetidos à análise descritiva por meio de frequências absolutas, relativas e taxas de incidência.
Resultados
Entre 2015 a 2023, foram notificados 220.540 casos confirmados de sífilis congênita no Brasil. A taxa de incidência aumentou de 6,60 para 9,64 casos por 1.000 nascidos vivos, atingindo o maior valor em 2022 (10,34/1.000 nascidos vivos). A distribuição regional mostrou predomínio da região Sudeste (43,6%), seguida do Nordeste (28,7%), Sul (13,5%), Norte (8,5%) e Centro-Oeste (5,7%). Quanto ao perfil materno, predominou a faixa etária de 20 a 24 anos (34,3%), seguida das faixas de 15 a 19 anos (21,4%) e 25 a 29 anos (21,2%). Entre os registros com escolaridade informada, observou-se predominância de ensino fundamental incompleto (5ª a 8ª série; 28,3%), seguido de ensino médio completo (25,8%). Quanto às características assistenciais, 81,7% das gestantes realizaram pré-natal e, entre os registros com informação disponível, 74,1% dos parceiros não receberam tratamento.
Conclusão
Observou-se aumento da incidência da sífilis congênita no Brasil entre 2015 e 2023, com predominância de casos entre mães jovens, com escolaridade até o ensino médio, e maior concentração nas regiões Sudeste e Nordeste. Apesar da elevada realização de pré-natal, a alta frequência de parceiros não tratados sugere desafios persistentes para a prevenção da transmissão vertical, reforçando a necessidade de fortalecer o diagnóstico precoce, o tratamento da gestante e do parceiro e as ações de vigilância em saúde.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
25/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 01
Sala