XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #3  ·  Trabalho Original
E-POSTER
Perfil Epidemiológico do Pré-Natal, Via de Parto e Desfechos Perinatais em Adolescentes no Maranhão
Status Aprovado
Submetido em 17/08/2026
Autores
C
Claudio Clayver Rocha Costa
Autor Principal
Erika Krogh Félix Anchieta Rocha Melo Maria Marcela Moura Carvalho
Claudio Clayver - Graduando do curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão. Maria Marcela - Graduanda do curso de Medicina da Universidade Federal do Maranhão. Félix Anchieta Rocha Melo - Graduando de Medicina na Universidade Federal do Maranhão. Erika Krogh - Medica ginecologista/ Obstetra
Introdução
A gestação na adolescência constitui relevante desafio de saúde pública, associando-se a vulnerabilidades socioeconômicas e maior risco de desfechos perinatais desfavoráveis. A análise de indicadores assistenciais nessa população é fundamental para fundamentar estratégias de atenção pré-natal e obstétrica regionalizadas.
Objetivos
Analisar o perfil epidemiológico dos nascimentos entre mães adolescentes no estado do Maranhão no período de 2019 a 2024, avaliando tipo de parto, duração da gestação e peso ao nascer em comparação à faixa etária adulta de referência.
Métodos
Estudo epidemiológico, observacional, analítico e retrospectivo, utilizando dados secundários do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS) referentes ao estado do Maranhão entre 2019 e 2024. Analisaram-se puérperas adolescentes estratificadas em 10 a 14 anos e 15 a 19 anos, comparadas às adultas jovens (20 a 34 anos), excluindo-se dados ignorados. As variáveis estudadas compreenderam via de parto (vaginal/cesáreo), idade gestacional (prematuridade < 37 semanas) e peso ao nascer (baixo peso < 2.500g). Os dados foram analisados no R (epiR) por estatística descritiva (frequências) e inferencial, estimando-se a Razão de Chances (OR) e IC 95% pelo teste qui-quadrado (p < 0,05).
Resultados
A análise dos nascidos vivos no Maranhão evidenciou maior frequência de parto vaginal e piores desfechos neonatais em mães adolescentes comparadas às adultas (20 a 34 anos). O parto vaginal prevaleceu tanto na faixa de 10 a 14 anos (56,46%;OR = 1,59; IC 95%:1,52-1,66) quanto na de 15 a 19 anos (56,44%;OR = 1,59; IC 95%: 1,57-1,61), ante 44,95% no grupo adulto p < 0,001. A prematuridade <37 semanas) atingiu 19,30% no grupo de 10 a 14 anos (OR = 2,03; IC 95%: 1,91-2,16) e 13,26% entre 15 e 19 anos (OR = 1,30; IC 95%: 1,27-1,32), frente a 10,53% nas adultas. O baixo peso ao nascer seguiu o mesmo padrão, afetando 13,81% das mães de 10 a 14 anos (OR = 2,03; IC 95%: 1,89-2,17) e 9,27% de 15 a 19 anos (OR = 1,29; IC 95%: 1,26-1,32), contra 7,32% no grupo de referência (p < 0,001).
Conclusão
A gestação na adolescência no Maranhão apresenta alta prevalência e associa-se a maior ocorrência de desfechos perinatais desfavoráveis, como prematuridade e baixo peso ao nascer, ressaltando a urgência de políticas públicas voltadas ao planejamento reprodutivo e ao fortalecimento da assistência pré-natal especializada para a população jovem.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
25/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 03
Sala