Status
Aprovado
Submetido em
20/08/2026
Autores
K
Karollyne Silva Andrade
Autor Principal
Juliana de Oliveira Ramos Maia (graduanda);
Tainá da Silva Costa (graduanda)
Erika Krogh (orientadora)
Juliana de Oliveira Ramos Maia (Universidade Federal do Maranhão);
Karollyne Silva Andrade (Universidade Federal do Maranhão);
Tainá da Silva Costa (Universidade Federal do Maranhão);
Erika Krogh (Universidade Federal do Maranhão).
Introdução
O diabetes mellitus gestacional (DMG) é uma complicação metabólica comum na gravidez, caracterizada por hiperglicemia identificada na gestação sem diagnóstico prévio. Trata-se de uma condição de alto impacto na saúde pública por ocasionar desfechos maternos desfavoráveis que elevam as internações. Assim, analisar a tendência temporal das internações e suas consequências no Maranhão é fundamental para produzir dados epidemiológicos atualizados capazes de fortalecer a saúde materno-fetal.
Objetivos
Analisar os desfechos maternos e a tendência temporal das internações por diabetes mellitus gestacional no Maranhão, de 2018 a 2022, caracterizando a evolução anual dos casos, o tempo de permanência hospitalar e a proporção de gestantes que necessitaram de UTI.
Métodos
Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo e descritivo das internações por DMG registradas no SIH/DATASUS no estado do Maranhão, no período de 2018 a 2022. Analisou-se a evolução anual do número de casos, o tempo de permanência hospitalar (em dias) por ano e a proporção de gestantes internadas com necessidade de UTI. A análise estatística foi realizada no software R por meio de frequências absolutas e relativas, além de estatística descritiva (mediana e dispersão) para o tempo de internação. Por utilizar dados secundários, anônimos e de domínio público, o estudo dispensou aprovação em Comitê de Ética.
Resultados
Observou-se crescimento expressivo e contínuo no número de internações por DMG no Maranhão, passando de 103 casos em 2018 para 407 em 2022, aumento superior a 295%. O crescimento foi mais acentuado a partir de 2020 (173 casos em 2020, 289 em 2021 e 407 em 2022), sugerindo maior sensibilidade diagnóstica e/ou ampliação do registro nos sistemas de informação em saúde. Quanto ao tempo de permanência hospitalar, houve discreta redução na mediana, de 4 dias em 2018 para 3 dias entre 2019 e 2022, com predomínio de internações de curta duração. Contudo, em todos os anos houve outliers com permanências prolongadas, atingindo até 15 dias em 2019, 2021 e 2022, apontando um subgrupo de gestantes com maior gravidade clínica ou complicações. Quanto à necessidade de UTI, a proporção de gestantes internadas aumentou de 0,18% em 2021 para 0,27% em 2022, crescimento relativo de 50% em um ano. Embora as proporções absolutas sejam baixas, esse aumento pode refletir tanto a elevação no total de internações quanto piora no perfil de gravidade das gestantes acometidas.
Conclusão
Evidenciou-se aumento expressivo e progressivo das internações por DMG no Maranhão de 2018 a 2022, acompanhado de discreta redução do tempo mediano de permanência hospitalar e baixa, porém crescente, proporção de gestantes com necessidade de cuidados intensivos. Esses achados reforçam a relevância do acompanhamento adequado durante o pré-natal e da vigilância contínua dos casos de DMG, contribuindo para o planejamento de estratégias de prevenção, assistência e organização dos serviços de saúde materno-fetal no estado.
Informações de Apresentação