XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #44  ·  Trabalho Original
E-POSTER
GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA SOB O OLHAR DOS ADOLESCENTES: REPERCUSSÕES SOCIAIS E O PAPEL DA ESCOLA NA PREVENÇÃO
Status Aprovado
Submetido em 20/08/2026
Autores
N
Naara Rayane Moura Cutrim
Autor Principal
Wiarda da Silva Figueredo Lunalva Aurelio Pedroso Sallet
Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS)
Introdução
A gravidez na adolescência apresenta repercussões que ultrapassam a dimensão biológica, uma vez que também pode afetar os contextos familiar, escolar, social e emocional. Nesse sentido, compreender as percepções dos adolescentes sobre essas experiências e vulnerabilidades torna-se fundamental, pois possibilita subsidiar a construção de estratégias preventivas mais alinhadas às suas realidades e necessidades.
Objetivos
Analisar as percepções de adolescentes sobre as repercussões da gravidez na adolescência e o papel da escola na prevenção.
Métodos
: Estudo descritivo, transversal, de abordagem quali-quantitativa, realizado com 61 adolescentes, de 14 a 18 anos, estudantes da Escola Estadual Manuel Vicente, em Augustinópolis, Tocantins. Aplicou-se questionário com questões sociodemográficas, de saúde sexual e reprodutiva e perguntas abertas sobre dificuldades percebidas na gravidez e possibilidades de atuação da escola. As respostas abertas foram submetidas à análise de conteúdo categorial temática, com identificação de unidades de sentido e agrupamento em categorias. Calcularam-se frequências absolutas e relativas das categorias, admitindo-se mais de uma categoria por resposta. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Tocantins (CAAE 93271925.0.0000.8023; Parecer nº 8.153.888).
Resultados
A fragilidade ou ausência de apoio familiar e social foi mencionada por 34 participantes (55,7%), seguida de julgamento, preconceito ou estigmatização, 31 (50,8%). Dificuldades relacionadas à continuidade dos estudos e/ou perspectivas profissionais foram apontadas por 22 (36,1%); riscos ou repercussões à saúde, por 13 (21,3%); dificuldades financeiras, por 12 (19,7%); ausência paterna ou maternidade solo, por 11 (18,0%); repercussões emocionais, por 9 (14,8%); e responsabilidades precoces e sobrecarga de cuidados, por 6 (9,8%). Na prevenção, os adolescentes atribuíram papel relevante à escola, sugerindo palestras, educação sexual, orientação contraceptiva e sobre infecções sexualmente transmissíveis, rodas de conversa e espaços de diálogo sem julgamentos. Além disso, 86,9% concordaram ou concordaram totalmente com a oferta de oficinas escolares sobre saúde sexual e reprodutiva.
Conclusão
Para os adolescentes, as repercussões da gravidez precoce concentram-se principalmente nas dimensões familiar, social e educacional. A valorização da escola como espaço de prevenção reforça a importância de ações permanentes, participativas e acolhedoras de educação sexual e reprodutiva, perspectiva compatível com evidências recentes sobre educação sexual escolar.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
24/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 01
Sala