XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #46  ·  Trabalho Original
E-POSTER
CARGA HOSPITALAR DOS TRANSTORNOS HIPERTENSIVOS OBSTÉTRICOS NA ADOLESCÊNCIA: ANÁLISE TEMPORAL NO MARANHÃO, 2015–2025
Status Aprovado
Submetido em 20/08/2026
Autores
I
Isabelle Nicole Moraes Ribeiro
Autor Principal
(2)Iris Vasconcelos Abitibol - Graduanda do curso de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão. (3)Yasmin Bacellar Diniz Dias- Graduanda do curso de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão. (4)Marinna Mousinho Jorge Bernades - Graduanda do curso de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão. (5)Rivaldo Lira Filho - Enfermeiro e docente da Universidade Estadual do Maranhão. (6)Willane Bandeira de Sousa - Médico ginecologista e obstetra pela Universidade Federal do Maranhão; orientador do trabalho.
(1) Universidade Estadual do Maranhão (2) Universidade Estadual do Maranhão (3) Universidade Estadual do Maranhão (4) Universidade Estadual do Maranhão (5) Universidade Estadual do Maranhão (6) Universidade Federal do Maranhão
Introdução
Os transtornos hipertensivos obstétricos permanecem entre as principais causas de
morbimortalidade materna. Embora a gestação na adolescência esteja associada a maior
vulnerabilidade obstétrica, a carga hospitalar desses agravos segundo subgrupos etários ainda é
pouco caracterizada no Maranhão.
Objetivos
Analisar a carga e a tendência temporal das hospitalizações por transtornos
hipertensivos obstétricos em adolescentes residentes no Maranhão, com ênfase na comparação
entre adolescência precoce (10–14 anos) e tardia (15–19 anos).
Métodos
Estudo ecológico analítico de série temporal, de 2015 a 2025, com dados
agregados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) e do Sistema de
Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), obtidos no DATASUS por local de residência.
Foram incluídas internações femininas do agrupamento O10–O16 da CID-10. Calcularam-se
razões de hospitalizações por 1.000 nascidos vivos e a participação desses agravos no total de
internações obstétricas do Capítulo XV. A tendência temporal das razões foi estimada por
regressão de Prais-Winsten após transformação logarítmica, com variação percentual anual
(VPA) e intervalo de confiança de 95% (IC95%). Compararam-se as razões acumuladas entre
faixas etárias por razão de taxas. Como os dados do SINASC de 2025 são preliminares, realizou
se análise de sensibilidade excluindo esse ano.
Resultados
Entre 2015 e 2025, registraram-se 5.990 hospitalizações por transtornos
hipertensivos obstétricos entre adolescentes de 10–19 anos. A razão acumulada foi de
29,31/1.000 nascidos vivos entre 10–14 anos e 22,70/1.000 entre 15–19 anos, correspondendo a
razão de taxas de 1,29 (IC95% 1,17–1,43). Na adolescência precoce, a razão passou de
27,65/1.000 em 2015 para 45,12/1.000 em 2025, com VPA de 4,5% (IC95% 1,6–7,5); entre 15
19 anos, aumentou de 15,55 para 42,48/1.000, com VPA de 9,8% (IC95% 7,1–12,6). Os
transtornos hipertensivos representaram 2,79% das internações obstétricas em 10–14 anos e
2,32% em 15–19 anos, razão de 1,20 (IC95% 1,09–1,33). Na análise sem 2025, o crescimento
permaneceu consistente em 15–19 anos (VPA 8,5%; IC95% 5,8–11,2), enquanto a estimativa em
10–14 anos perdeu precisão.
Conclusão
A adolescência precoce apresentou maior carga proporcional acumulada de
hospitalizações por transtornos hipertensivos do que a adolescência tardia, enquanto o
crescimento temporal foi mais consistente entre 15–19 anos. Os achados demonstram
heterogeneidade relevante dentro da própria adolescência e reforçam a necessidade de vigilância
obstétrica sensível à idade. Por utilizar registros agregados do SIH/SUS, o estudo não estima
incidência individual nem estabelece causalidade.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
25/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 02
Sala