XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #49  ·  Relato de Caso
E-POSTER
TAQUICARDIA FETAL PERSISTENTE: DESAFIOS DIAGNÓSTICOS E TERAPÊUTICOS EM UM RELATO DE CASO
Status Aprovado
Submetido em 20/08/2026
Autores
S
Sofia Victoria Mendes Clemente
Autor Principal
(2) Juliana Pinheiro Barcellos (3) Welson Sousa Lopes (4) Andressa Pires Miranda (5) Willane Bandeira de Sousa - orientador
(1) Graduanda do curso de Medicina na Universidade Estadual do Maranhão - autor principal (2) Graduanda do curso de Medicina na Universidade Estadual do Maranhão (3) Graduando do curso de Medicina na Universidade Federal do Maranhão (4) Médica residente na Maternidade de Alta Complexidade do Maranhão (5) Médico graduado pela Universidade Federal do Maranhão
Introdução
A taquicardia fetal persistente ocorre quando há aumento exagerado da frequência cardíaca, ultrapassando o limite de 160 batimentos por minuto (bpm), com risco de evolução para disfunção cardíaca, hidropisia e óbito. A definição do mecanismo e a escolha do antiarrítmico são desafiadoras, e a terapia transplacentária exige monitorização materno-fetal.
Métodos
Gestante de 24 anos, na terceira gestação, com um parto e um abortamento, admitida em 20/06/2025, com 26 semanas, após ultrassonografia do mesmo dia demonstrar Frequência Cardíaca Fetal (FCF) de 236 bpm. Encontrava-se afebril e normotensa. O ecocardiograma fetal de 03/07 mostrou ritmo sinusal, FCF de 232–243 bpm, pequeno derrame pericárdico, coração anatomicamente normal e fluxos preservados. A avaliação tireoidiana de 06/07 e o ecocardiograma materno de 16/07 não apresentaram alterações. Iniciou-se digoxina em 10/07, em esquema de digitalização oral por sete dias, com monitorização eletrocardiográfica. Em 14/07, ocorreram náuseas, vômitos, hipotensão, sonolência e alteração difusa da repolarização ventricular, motivando reavaliação cardiológica. Em 17/07, não houve regressão efetiva da FCF, que variava entre 177 e 228 bpm. A ultrassonografia com Doppler de 21/07 registrou FCF de 242 bpm e Doppler preservado. O ecocardiograma fetal de 24/07 mostrou ritmo sinusal, FCF de 124–247 bpm, extrassístoles e pequeno derrame pericárdico. O sotalol 80 mg a cada 12 horas foi iniciado em 25/07. Na ultrassonografia com Doppler de 01/08, a FCF era de 230 bpm, com fluxos preservados. O ecocardiograma de 05/08 registrou FCF de 142–250 bpm, cardiomegalia e derrame pericárdico, levando ao aumento do sotalol para 160 mg a cada 12 horas em 06/08. Em 12/08, o ecocardiograma mostrou FCF de 212–225 bpm, cardiomegalia e derrame pericárdico. Em 13/08, a ultrassonografia com Doppler revelou FCF de 221 bpm, fluxos preservados e derrame pleural direito moderado. Em 15/08, com 34 semanas, persistia FCF de 206–210 bpm, sendo programada a resolução gestacional.
Conclusão
A persistência da taquicardia apesar da digoxina e do sotalol demonstra a dificuldade terapêutica quando o mecanismo permanece incompletamente definido. Essas medicações são utilizadas em estratégias transplacentárias, mas exigem vigilância eletrocardiográfica e clínica materna. Os sintomas durante a digitalização reforçam essa necessidade. Cardiomegalia e derrames cavitários indicaram comprometimento fetal progressivo, embora não tenha sido documentada hidropisia. A taquicardia fetal persistente pode responder de forma incompleta ao tratamento transplacentário e evoluir com comprometimento cardíaco, exigindo atuação multidisciplinar e reavaliação frequente. Diante desse manejo desafiador, o tratamento precoce e individualizado, associado ao acompanhamento materno-fetal constante, é fundamental para alcançar melhores desfechos clínicos.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
24/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 05
Sala