XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #5  ·  Trabalho Original
E-POSTER
Sífilis congênita no Maranhão: análise temporal das oportunidades de prevenção da transmissão vertical entre 2020 e 2024
Status Aprovado
Submetido em 17/08/2026
Autores
1
1. Alana Vitória Oliveira Carvalho
Autor Principal
2. Dayane de Oliveira Martins Bringel 3. Sara Miranda 4. Mariana Nogueira de Carvalho 5. Maria Paula Lopes Muniz de Sousa 6. Marinete Rodrigues de Farias Diniz
1. Graduanda em Medicina pela Universidade Ceuma - Campus Renascença 2. Graduanda em Medicina pela Universidade Ceuma - Campus Renascença 3. Graduanda em Medicina pela Universidade Ceuma - Campus Renascença 4. Graduanda em Medicina pela Universidade Ceuma - Campus Renascença 5. Graduanda em Medicina pela Universidade Ceuma - Campus Renascença 6. Enfermeira obstetra. Doutoranda e Mestre em Educação pela Universidade Católica de Brasília
Introdução
A sífilis congênita permanece como importante problema de saúde pública, apesar de ser prevenível mediante diagnóstico e tratamento oportunos durante a gestação. Sua ocorrência pode refletir fragilidades na assistência pré-natal e no acompanhamento das parcerias sexuais. A análise temporal desses indicadores permite identificar lacunas na prevenção da transmissão vertical.
Objetivos
Analisar o perfil epidemiológico e a evolução temporal de indicadores relacionados à prevenção da sífilis congênita no Maranhão entre 2020 e 2024.
Métodos
Estudo ecológico, retrospectivo e descritivo, com análise temporal, utilizando dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo DATASUS. Foram analisados casos diagnosticados no Maranhão entre 2020 e 2024, classificados como sífilis congênita recente ou tardia. Avaliaram-se número de casos, incidência por 1.000 nascidos vivos, realização de pré-natal, tratamento materno inadequado, ausência de tratamento da parceria e mortalidade. Como variáveis complementares, analisaram-se idade, raça/cor e escolaridade maternas. Os dados foram extraídos no TabWin, organizados e analisados no Microsoft Excel, em frequências absolutas e relativas. Para análise temporal, utilizou-se regressão linear simples, considerando o ano como variável independente, com apresentação de β, R² e p-valor, adotando-se significância de 5%. Por utilizar dados públicos e sem identificação individual, dispensa-se apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa (Resolução nº 510/2016).
Resultados
Entre 2020 e 2024, foram registrados 2.569 casos de sífilis congênita no Maranhão. A incidência aumentou de 4,65 casos por 1.000 nascidos vivos em 2020 para 6,25 em 2023, seguida de redução para 3,67 em 2024, representando diminuição de 21,08% entre 2020 e 2024. A realização de pré-natal aumentou de 86,00% para 92,01%, com tendência crescente e estatisticamente significativa (β=0,51; R²=0,78; p=0,04). O tratamento materno inadequado apresentou tendência de aumento, porém sem significância estatística (β=0,29; R²=0,45; p=0,21). A ausência de tratamento das parcerias apresentou tendência crescente e significativa, com aumento médio de 0,11 ponto percentual ao ano (β=0,11; R²=0,83; p=0,02). Não houve tendência temporal significativa da mortalidade (β=-0,20; R²=0,016; p=0,83). Predominaram mães pardas, de 20 a 34 anos e com ensino médio completo.
Conclusão
Apesar do aumento significativo da realização de pré-natal, persistiram fragilidades na prevenção da transmissão vertical, evidenciadas pela tendência crescente de ausência de tratamento das parcerias e pela ausência de redução significativa da mortalidade. Os achados reforçam a necessidade de qualificar o cuidado pré-natal, o tratamento materno e a abordagem das parcerias sexuais.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
24/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 01
Sala