Status
Aprovado
Submetido em
20/08/2026
Autores
(
(1) Marinna Mousinho Jorge Bernardes
Autor Principal
(2) Raissa Cerveira Vieira, Graduanda do curso de Medicina da Universidade Estadual do
(3) Sofia Victoria Mendes Clemente - Graduanda do curso de Medicina da Universidade
Estadual do Maranhão.
(4) Iris Vasconcelos Abitibol - Graduanda do curso de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão.
(5) Rivaldo Lira Filho - Enfermeiro e docente da Universidade Estadual do Maranhão.
(6) Willane Bandeira de Sousa - Médico ginecologista e obstetra pela Universidade Federal do Maranhão; orientador do trabalho.
(1) Universidade Estadual do Maranhão
(2) Universidade Estadual do Maranhão
(3) Universidade Estadual do Maranhão
(4) Universidade Estadual do Maranhão
(5) Universidade Estadual do Maranhão
(6) Universidade Federal do Maranhão
Introdução
A prematuridade e o baixo peso ao nascer constituem importantes problemas de saúde, por se associarem à maior morbimortalidade neonatal, necessidade de cuidados intensivos e repercussões no desenvolvimento infantil. Nesse cenário, a gravidez na adolescência é uma condição de particular interesse, considerando as particularidades biológicas, sociais e assistenciais que podem estar relacionadas à ocorrência desses desfechos. Investigar a prevalência de prematuridade e baixo peso ao nascer segundo a idade materna é fundamental para identificar possíveis diferenças entre mães adolescentes e adultas, compreender os fatores associados e subsidiar estratégias de prevenção da assistência pré-natal e perinatal.
Objetivos
Comparar a prevalência de prematuridade e baixo peso ao nascer entre filhos de mães adolescentes e adultas no Maranhão, testando a hipótese de que esses desfechos ocorrem com mais frequência entre mães adolescentes.
Métodos
Estudo observacional, epidemiológico, analítico, retrospectivo e de base populacional, com dados secundários do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) de mães residentes no Maranhão entre 2014 e 2024. Foram consideradas adolescentes as mães de 10–19 anos, subdivididas em 10–14 e 15–19 anos, e adultas aquelas de 20–34 anos, utilizadas como referência. Excluíram-se registros com idade materna, idade gestacional ou peso ao nascer ignorados. Prematuridade foi definida como nascimento <37 semanas e baixo peso ao nascer como <2.500 g. Foram estimadas prevalências, razões de prevalência brutas e ajustadas, com intervalos de confiança de 95%, por regressão de Poisson com variância robusta, ajustada por escolaridade materna, raça/cor, situação conjugal, paridade, ano do nascimento, consultas pré-natais e tipo de gestação. Adotou-se nível de significância de 5%.
Resultados
Foram analisados 1.078.337 nascidos vivos, dos quais 272.456 eram filhos de mães adolescentes e 805.881 de mães adultas. A prevalência de prematuridade foi de 18,99% para mães de 10–14 anos, 13,52% para aquelas de 15–19 anos e 10,51% para adultas de 20–34 anos. Para baixo peso ao nascer, as prevalências foram, respectivamente, 13,20%, 8,81% e 6,97%. Na análise ajustada, em comparação com as mães de 20–34 anos, aquelas de 10–14 anos apresentaram maior prevalência de prematuridade (RPa=1,58; IC95%: 1,52–1,64) e baixo peso ao nascer (RPa=1,45; IC95%: 1,39–1,52). Entre mães de 15–19 anos, também se observou maior prevalência de prematuridade (RPa=1,22; IC95%: 1,21–1,24) e baixo peso ao nascer (RPa=1,11; IC95%: 1,09–1,13). Todas as associações foram estatisticamente significativas (p<0,001).
Conclusão
A maternidade na adolescência esteve associada a maiores prevalências de prematuridade e baixo peso ao nascer, especialmente entre mães de 10–14 anos, mesmo após ajuste por fatores sociodemográficos, obstétricos e assistenciais. Os achados reforçam a importância de estratégias voltadas à prevenção da gravidez na adolescência e à qualificação da assistência pré-natal e perinatal desse grupo.
Informações de Apresentação