XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #53  ·  Trabalho Original
E-POSTER
PADRÃO ESPACIAL E PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA INADEQUAÇÃO DA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL NO MARANHÃO, 2016 A 2025
Status Aprovado
Submetido em 20/08/2026
Autores
H
Hellen Karolynne Silva Pinheiro Gandra (1)
Autor Principal
Geovana Almeida dos Santos Araújo Debora Castro Sousa (2) Alynne Radoyk Silva Lopes (3) João Paulo Dutra Lobo Sousa (4) Bruno Feres de Souza (5)
(1) Fisioterapeuta, mestranda em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Maranhão; (2) Enfermeira, mestranda em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Maranhão; (3) Enfermeira, doutoranda em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Maranhão; (4) Cirurgião-dentista, doutorando em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Maranhão; (5) Orientador, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Maranhão.
Introdução
A assistência pré-natal adequada é essencial para a redução da morbimortalidade materno-infantil. Contudo, persistem disparidades regionais na atenção à saúde, especialmente no Nordeste. Caracterizado pelo início tardio ou número insuficiente de consultas, o pré-natal inadequado exige monitoramento contínuo para subsidiar intervenções em saúde pública.
Objetivos
Analisar a distribuição espacial e o perfil sociodemográfico, obstétrico e perinatal da inadequação da quantidade de consultas de pré-natal nos municípios do Maranhão de 2016 a 2025.
Métodos
Estudo ecológico, observacional, de abordagem descritiva e espacial, tendo como unidade de análise os municípios do Maranhão. Os dados de nascidos vivos foram extraídos do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos para o período de 2016 a 2025. A proporção foi calculada a partir do número de nascidos vivos de mães com pré-natal inadequado pelo número de nascidos vivos, multiplicado por 100. Foram calculadas as proporções brutas e aplicado o estimador empírico Bayesiano local. Para a autocorrelação espacial, utilizou-se o Índice de Moran global e local (LISA), mapeando os aglomerados espaciais de risco. Adicionalmente, realizou-se a caracterização descritiva das gestantes e dos recém-nascidos segundo variáveis sociodemográficas, obstétricas e perinatais. As análises foram realizadas nos softwares GeoDa e QGis.
Resultados
No período analisado, foram registrados 237.060 nascimentos com pré-natal classificado como inadequado no estado. O perfil materno predominante caracterizou-se por faixa etária entre 20 e 24 anos (30,23%), escolaridade de 8 a 11 anos de estudo (63,89%), estado civil solteira (59,22%) e gestação única (98,43%). Quanto às características perinatais, 63,24% dos nascidos vivos apresentaram peso entre 3.000 g e 3.999 g, e a maioria dos partos ocorreu entre 37 e 41 semanas de gestação (79,06%). Sobre o número de consultas realizadas, observou-se que 41,44% contaram com 4 a 6 consultas, enquanto 32,19% tiveram de 1 a 3 consultas. A análise espacial com as proporções suavizadas evidenciou disparidades regionais expressivas na distribuição da inadequação no território maranhense, destacando-se os municípios com maiores valores entre 40,04% e 55,03%: Nova Olinda do Maranhão, Monção, Miranda do Norte, Maracaçumé, Junco do Maranhão, Governador Nunes Freire, Turiaçu, Serrano do Maranhão, Centro Novo do Maranhão e Boa Vista do Gurupi. Ademais, a análise LISA revelou a formação de aglomerados espaciais do tipo alto-alto, totalizando 25 municípios predominantemente nas regiões Norte e Oeste do estado.
Conclusão
A inadequação do pré-natal no Maranhão apresenta autocorrelação espacial expressiva e concentra-se nas regiões norte e noroeste do estado. Os achados evidenciam falhas críticas na assistência materno-infantil nessas localidades, apontando a necessidade urgente de reorientação das políticas públicas e ações direcionadas de fortalecimento da atenção primária à saúde.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
24/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 03
Sala