XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #56  ·  Trabalho Original
ORAL
HISTERECTOMIAS NO BRASIL: PERFIL E DESIGUALDADES REGIONAIS NA ASSISTÊNCIA CIRÚRGICA GINECOLÓGICA ENTRE 2015 E 2025
Status Aprovado
Submetido em 20/08/2026
Autores
(
(1) Maria Fernanda Macieira Coelho
Autor Principal
(2) Ivo Rocha Veras (3) Eduarda Thayna Soares da Silva (4) Gabriel Victor da Silva Castro (5) Marcones Pinto da Silva Filho (6) Ingredy Eylanne Monroe Vidigal
(1) Graduanda do Curso de Medicina da Universidade Ceuma. (2) Graduando do Curso Medicina da Universidade Estadual do Maranhão. (3) Graduanda do Curso de Medicina da Universidade Ceuma. (4) Graduando do Curso Medicina da Universidade Estadual do Maranhão. (5) Graduando do Curso Medicina da Universidade Estadual do Maranhão. (6) Enfermeira. Doutora em Biotecnologia. Docente do Curso de Medicina do Centro Universitário Dom Bosco – UNDB.
Introdução
A histerectomia está entre os procedimentos cirúrgicos ginecológicos mais realizados, sendo indicada no tratamento de diferentes condições benignas e malignas. A escolha da técnica e da via cirúrgica depende de fatores clínicos, características da paciente, experiência da equipe e disponibilidade de recursos, podendo apresentar diferenças entre as regiões brasileiras.
Objetivos
Analisar o perfil das histerectomias realizadas no Brasil entre 2015 e 2025, considerando sua distribuição regional, via cirúrgica, extensão da ressecção uterina e caráter do atendimento.
Métodos
Estudo observacional, transversal, quantitativo, realizado com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponíveis no DATASUS. Foram analisadas as Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) aprovadas entre janeiro de 2015 e dezembro de 2025, segundo região brasileira, via cirúrgica, extensão da ressecção e caráter eletivo ou de urgência. Os dados foram organizados e analisados por estatística descritiva.
Resultados
Foram registradas 1.201.983 histerectomias no período, com maior concentração no Nordeste (40%), seguido do Sudeste (31%), Sul (12%), Norte (9%) e Centro-Oeste (8%). Entre as vias discriminadas pelo sistema, a vaginal apresentou maior número de registros que a videolaparoscópica. A via vaginal concentrou-se principalmente no Sudeste (35,9%), assim como a videolaparoscópica (53,5%), esta apresentando crescimento ao longo da série, especialmente após 2021. Quanto à extensão da ressecção, a histerectomia total predominou sobre a subtotal, com o Nordeste concentrando 50,2% das totais e o Sudeste 58,3% das subtotais. Observou-se redução dos procedimentos em 2020 e 2021 e retomada a partir de 2022. Houve predomínio expressivo das cirurgias eletivas em todas as regiões.
Conclusão
Os achados demonstram diferenças regionais importantes no perfil das histerectomias realizadas pelo SUS. A concentração de determinadas técnicas e modalidades pode estar relacionada a desigualdades socioeconômicas, disponibilidade de serviços especializados, infraestrutura hospitalar e distribuição de profissionais qualificados. A redução observada em 2020 e 2021 é compatível com o impacto da pandemia de COVID-19 sobre os procedimentos cirúrgicos, sobretudo eletivos.
As histerectomias realizadas no Brasil apresentam diferenças regionais quanto ao volume, via cirúrgica, extensão da ressecção e caráter do atendimento. Os resultados reforçam a necessidade de ampliar a equidade no acesso à assistência ginecológica especializada e às diferentes abordagens cirúrgicas, considerando as particularidades e necessidades de cada região.
Informações de Apresentação
ORAL
Modalidade
24/09/2026
Data
09:20
Horário
2. Auditório Ilha do Amor
Sala