XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
Voltar à lista
Trabalho #59  ·  Trabalho Original
E-POSTER
Perfil epidemiológico da sexarca precoce e do abuso sexual em atendimentos de tocoginecologia infanto-puberal.
Status Aprovado
Submetido em 20/08/2026
Autores
Z
Zenilda Vieira Bruno (1)
Autor Principal
Thaís Eduarda Ribeiro Rocha (2) Júlia Bezerra de Abreu (2) Maria Tereza Dias Magalhães (3) Verbena Paula Sandy Guedes (4) Alexsandra Braga Farias de Oliveira (5)
(1) Professora Titular de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade federal do Ceará (2) Graduandas de Medicina da Universidade federal do Ceará (3) Médica da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (4) Assistente Social da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (5) Psicóloga da Maternidade Escola Assis Chateaubriand
Introdução
A iniciação precoce da vida sexual e a ocorrência de abuso sexual constituem aspectos relevantes na assistência ginecológica de crianças e adolescentes. A consulta especializada pode representar oportunidade para reconhecimento de situações de vulnerabilidade e violência, inclusive quando estas não correspondem ao motivo principal da procura pelo serviço.
Objetivos
Descrever o perfil epidemiológico relacionado à iniciação sexual e à ocorrência de abuso sexual em registros de pacientes atendidas em um ambulatório de tocoginecologia infanto-puberal.
Métodos
Estudo epidemiológico observacional, retrospectivo e descritivo, realizado a partir de dados secundários provenientes do Ambulatório de Tocoginecologia Infanto-Puberal da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC). Foram analisados 2.003 prontuários, considerando variáveis referentes à idade, escolaridade, idade de início da vida sexual e história de abuso sexual. Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva e apresentados por meio de frequências relativas. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa.
Resultados
Entre os registros analisados, 33,34% correspondiam a pacientes com idade menor ou igual a 14 anos e 35,64% apresentavam escolaridade correspondente ao ensino fundamental. O início da vida sexual antes dos 14 anos foi registrado em 27,80% dos casos. História de abuso sexual em algum momento da vida foi identificada em 14,77% dos registros, enquanto em 1,99% o abuso sexual constituiu o motivo da procura pelo atendimento.
Conclusão
Observou-se frequência relevante de sexarca precoce e de história de abuso sexual nos registros avaliados. A frequência de história de abuso sexual foi superior àquela em que o abuso foi motivo da procura pelo serviço. Os achados reforçam a importância da abordagem sistemática e sensível da sexualidade e da investigação de situações de violência durante a assistência ginecológica infanto-puberal.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
25/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 03
Sala