XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #62  ·  Trabalho Original
E-POSTER
ANÁLISE TEMPORAL E ESPACIAL DA RAZÃO DE MORTALIDADE MATERNA NO MARANHÃO (1996–2025)
Status Aprovado
Submetido em 20/08/2026
Autores
G
Geovana Almeida dos Santos Araujo
Autor Principal
Hellen Karolynne Silva Pinheiro Gandra, Debora Castro Sousa, Alynne Radoyk Silva Lopes, Erika Barbara Abreu Fonseca Thomaz, Bruno Feres de Souza
Universidade Federal do Maranhão
Introdução
A mortalidade materna é definida como a morte de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez, causada por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela, mas não por causas acidentais ou incidentais. Este indicador reflete a qualidade da assistência prestada durante o ciclo gravídico-puerperal e o desenvolvimento socioeconômico de uma região. O monitoramento contínuo da Razão de Mortalidade Materna (RMM) é essencial para a elaboração de estratégias de redução desses óbitos.
Objetivos
Analisar a tendência temporal e o padrão espacial da RMM no estado do Maranhão no período de 1996 a 2025.
Métodos
Trata-se de um estudo observacional, ecológico e de série temporal, com base em dados secundários de óbitos maternos registrados nos municípios do estado do Maranhão no período de 1996 a 2025, obtidos no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). A RMM foi calculada pela fórmula: (Número de óbitos maternos / Número de nascidos vivos) × 100.000. Para a análise temporal, utilizou-se o modelo de regressão segmentada (Joinpoint Regression) para identificar pontos de inflexão, estimando-se a Variação Percentual Anual (APC) com seu respectivo intervalo de confiança de 95% (IC95%). A análise espacial compreendeu o cálculo da RMM bruta e suavizada (pelo método empírico bayesiano), a estimativa do Risco Relativo (RR) e a avaliação da autocorrelação espacial global e local por meio do índice de Moran. O processamento e a análise dos dados foram realizados nos softwares GeoDa, QGIS e Joinpoint Regression Program.
Resultados
No período estudado, ocorreram 2.849 óbitos maternos. A análise temporal identificou um ponto de inflexão em 2021; no primeiro segmento (1996–2021), observou-se crescimento estatisticamente significativo com APC de 0,91% (IC95%: 0,009–14,09; p=0,049). De 2021 a 2026, notou-se tendência de queda (APC de -9,41%; IC95%: -40,09–0,14; p=0,064). Espacialmente, a maioria dos municípios apresentou RR entre 0,5 e 1,0, destacando-se os municípios com maiores razões suavizadas: São Luís (409,77) e Caxias (224,24). Identificaram-se clusters do tipo alto-alto (áreas críticas) nos municípios de Paço do Lumiar, Matões, João Lisboa, Timon, São José de Ribamar, São Luís, Bom Jesus das Selvas, Rosário e Aldeias Altas.
Conclusão
Observou-se um aumento persistente da mortalidade materna no Maranhão entre 1996 e 2021. Embora os dados mais recentes sugiram uma inversão dessa tendência a partir de 2021, o declínio observado não é estatisticamente definitivo (p>0,05). A identificação de clusters espaciais críticos, concentrados especialmente em polos regionais, evidencia a necessidade de ações estratégicas localizadas e o fortalecimento das redes de atenção à saúde para consolidar a redução da mortalidade materna no estado.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
24/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 04
Sala