Status
Aprovado
Submetido em
24/08/2026
Autores
R
Renata Desterro e Silva da Cunha Montovani
Autor Principal
Clarissa Gabriella Soares de Oliveira
Laura Victoria Noronha Teixeira
Jeiciane Araújo Moite Pereira
Camile Vargas de Mesquita
Erika Krogh
Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma - São Luís
Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma - São Luís
Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma - São Luís
Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma - São Luís
Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma - São Luís
Médica Ginecologista - Universidade Federal do Maranhão
Introdução
A prematuridade, definida como nascimento antes de 37 semanas, constitui importante problema de saúde materno-infantil, associada à maior morbimortalidade neonatal e repercussões no desenvolvimento infantil. Em 2020, ocorreram 13,4 milhões de nascimentos prematuros no mundo, cerca de um em cada dez nascidos vivos. No Brasil, a gestação na adolescência permanece relevante para a saúde pública, diante de vulnerabilidades que podem repercutir nos desfechos maternos e neonatais. Estudos nacionais apontam maior ocorrência de prematuridade entre adolescentes, sobretudo nas faixas etárias mais precoces. Nesse contexto, caracterizar a prematuridade entre adolescentes é relevante para compreender esse evento no Maranhão.
Objetivos
Descrever o perfil epidemiológico da prematuridade entre nascidos vivos de mães adolescentes no Maranhão, de 2015 a 2025, segundo faixa etária materna, idade gestacional e consultas de pré-natal.
Métodos
Estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), disponibilizados pelo DATASUS. Foram analisados nascidos vivos de mães de 10 a 19 anos, residentes no Maranhão, entre 2015 e 2025. Prematuridade foi definida como idade gestacional inferior a 37 semanas, categorizada em <22, 22–27, 28–31 e 32–36 semanas. Analisaram-se faixa etária materna, duração da gestação, ano de nascimento e consultas de pré-natal, por frequências absolutas e relativas. Por serem dados agregados e públicos, não houve identificação dos participantes.
Resultados
Entre 2015 e 2025, foram registrados 140.166 nascidos vivos de mães adolescentes, sendo 8.401 (5,99%) de 10–14 anos e 131.763 (94,01%) de 15–19 anos. Destes, 23.480 (16,75%) foram prematuros: 149 (0,63%) <22 semanas, 1.111 (4,73%) de 22–27, 2.581 (10,99%) de 28–31 e 19.639 (83,65%) de 32–36 semanas. Entre os prematuros, 1.837 (7,82%) eram filhos de mães de 10–14 anos e 21.643 (92,18%) de 15–19 anos. A predominância da prematuridade entre 32 e 36 semanas é compatível com achados recentes sobre desfechos perinatais em adolescentes, incluindo maior ocorrência de prematuridade entre as mais jovens. Os achados reforçam a relevância do acompanhamento pré-natal e da atenção integral à gestante adolescente.
Conclusão
A prematuridade foi frequente entre nascidos vivos de mães adolescentes no Maranhão, com predominância de 32–36 semanas. Os achados reforçam a importância da assistência pré-natal e de estratégias de cuidado integral à gestante adolescente.
Informações de Apresentação