Status
Aprovado
Submetido em
28/08/2026
Autores
I
Iris Vasconcelos Abitibol
Autor Principal
(2) Juliana Pinheiro Barcellos
(3) Sofia Victoria Mendes Clemente
(4) Yasmin Bacellar Diniz Dias
(5) Rivaldo Lira Filho
(6) Willane Bandeira de Sousa
(1) Graduanda do curso de Medicina na Universidade Estadual do Maranhão, Campus São Luís
(2) Graduanda do curso de Medicina na Universidade Estadual do Maranhão, Campus São Luís
(3) Graduanda do curso de Medicina na Universidade Estadual do Maranhão, Campus São Luís
(4) Graduanda do curso de Medicina na Universidade Estadual do Maranhão, Campus São Luís
(5) Enfermeiro e professor do curso de Medicina na Universidade Estadual do Maranhão, Campus São Luís
(6) Médico graduado pela Universidade Federal do Maranhão
Introdução
A prematuridade permanece como importante problema de saúde materno-infantil, por sua contribuição para a morbimortalidade neonatal e por sua relação com condições maternas, obstétricas e assistenciais. A identificação de diferenças na ocorrência de nascimentos prematuros segundo características sociodemográficas e da assistência pré-natal pode contribuir para o reconhecimento de grupos prioritários e para o direcionamento de estratégias de cuidado durante a gestação.
Objetivos
Analisar a distribuição da prematuridade segundo características maternas, obstétricas e da assistência pré-natal entre nascidos vivos no Maranhão, de 2015 a 2025.
Métodos
Estudo observacional, ecológico, retrospectivo e quantitativo, realizado com dados secundários do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS). Foram incluídos nascidos vivos de mães residentes no Maranhão no período de 2015 a 2025, considerando-se prematuro o nascimento com idade gestacional inferior a 37 semanas. Realizou-se análise descritiva por frequências absolutas e proporções, considerando idade, escolaridade e raça/cor maternas, número de consultas pré-natais, tipo de gravidez e via de parto. Registros com duração gestacional ignorada foram excluídos dos denominadores utilizados no cálculo das proporções de prematuridade.
Resultados
No período analisado, foram registrados 1.165.239 nascidos vivos, dos quais 1.130.635 apresentavam idade gestacional conhecida. Entre estes, 130.950 foram prematuros, correspondendo a 11,58%, com predomínio dos nascimentos entre 32 e 36 semanas (86,6%). As maiores proporções de prematuridade ocorreram nos extremos da idade materna, alcançando 19,1% entre mães de 10 a 14 anos e 17,6% entre aquelas de 45 a 49 anos. Também foram observadas proporções elevadas entre mães sem instrução (15,6%) e indígenas (15,1%). O tipo de gravidez apresentou diferenças expressivas: a prematuridade correspondeu a 51,9% dos nascimentos em gestações gemelares e a 75,4% nas triplas ou superiores. Quanto à assistência pré-natal, a proporção foi de 20,3% entre gestantes com uma a três consultas e de 8,1% entre aquelas com sete ou mais consultas. Nos partos vaginais e cesarianos, as proporções de prematuridade foram de 12,3% e 10,9%, respectivamente.
Conclusão
A prematuridade apresentou elevada frequência e distribuição heterogênea segundo características maternas, obstétricas e assistenciais no Maranhão. Destacaram-se maiores proporções nos extremos da idade materna, entre mulheres sem instrução e indígenas, nas gestações múltiplas e entre gestantes com menor número de consultas pré-natais. A expressiva diferença observada segundo o número de consultas pré-natais reforça a importância da qualificação e ampliação da assistência pré-natal e da vigilância obstétrica, especialmente entre grupos em maior situação de vulnerabilidade e com maior ocorrência de prematuridade.
Informações de Apresentação