XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #78  ·  Trabalho Original
E-POSTER
DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA EM ADOLESCENTES E MULHERES JOVENS NO MARANHÃO: TENDÊNCIA DAS HOSPITALIZAÇÕES, 2015–2025
Status Aprovado
Submetido em 28/08/2026
Autores
I
Isabelle Nicole Moraes Ribeiro
Autor Principal
(2) Camila Júlia Melo Rodrigues de Queiroga -Graduanda do curso de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão (3)Iris Vasconcelos Abitibol- Graduanda do curso de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão (4) Juliana Pinheiro Barcellos -Graduanda do curso de Medicina da Universidade Estadual do Maranhão (5) Rivaldo Lira Filho-Enfermeiro e docente da Universidade Estadual do Maranhão (6)Willane Bandeira de Sousa- Médico ginecologista e obstetra pela Universidade Federal do Maranhão, orientador do trabalho.
(1) Universidade Estadual do Maranhão (2) Universidade Estadual do Maranhão (3) Universidade Estadual do Maranhão (4) Universidade Estadual do Maranhão (5) Universidade Estadual do Maranhão (6) Universidade Federal do Maranhão
Introdução
A doença inflamatória pélvica (DIP) compreende infecções do trato genital superior, incluindo endometrite, salpingite, abscesso tubo-ovariano e peritonite pélvica, e pode resultar em infertilidade tubária, gravidez ectópica e dor pélvica crônica. Adolescência e início da vida adulta constituem períodos de relevância clínica para DIP, porém sua carga hospitalar permanece pouco caracterizada no Maranhão.
Objetivos
Analisar a tendência temporal das hospitalizações por salpingite e ooforite (N70), utilizadas como marcador hospitalar específico do espectro da DIP, em adolescentes e mulheres de 20–34 anos residentes no Maranhão, entre 2015 e 2025.
Métodos
Estudo ecológico analítico de série temporal com dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), por local de residência. Avaliaram-se as faixas de 10–14, 15–19, 20–24, 25–29 e 30–34 anos. O desfecho principal foi a categoria N70 da CID-10. Foram descritos números de internações, óbitos e média de permanência e calculada a participação anual de N70 entre as internações femininas do Capítulo XIV da CID-10, utilizada como indicador de participação na morbidade hospitalar, e não como taxa populacional. A tendência desse indicador foi estimada por regressão de Prais-Winsten após transformação logarítmica, com variação percentual anual (VPA) e intervalo de confiança de 95% (IC95%).
Resultados
Entre 2015 e 2025, ocorreram 21.434 hospitalizações por N70 entre mulheres de 10–34 anos, das quais 774 em adolescentes. Entre 10–19 anos, a participação de N70 nas internações geniturinárias apresentou tendência decrescente (VPA -4,5%; IC95% -8,0 a -0,8), sobretudo em 15–19 anos (VPA -5,1%; IC95% -8,0 a -2,1); entre 10–14 anos, a tendência foi estacionária. Entre 20–34 anos, também houve redução (VPA -2,3%; IC95% -3,7 a -0,8). Em números absolutos, as internações adolescentes passaram de 85 em 2015 para 59 em 2025. A permanência média foi de 3,4 dias em 10–14 anos, 2,2 em 15–19 e 1,8–1,9 em 20–34 anos. Ocorreram dois óbitos por N70.
Conclusão
Houve redução da participação hospitalar de salpingite e ooforite entre adolescentes, especialmente de 15–19 anos, ao longo da série. A maior permanência média em 10–14 anos indica maior utilização de dias de internação por episódio, sem permitir inferir maior gravidade. Os achados reforçam a importância do diagnóstico oportuno de IST e da atenção ginecológica adaptada à adolescência. Como N70 representa apenas parte do espectro da DIP e o SIH/SUS registra AIH, os resultados não estimam incidência individual nem abrangem casos ambulatoriais ou subclínicos.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
25/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 01
Sala