XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #8  ·  Trabalho Original
E-POSTER
DINÂMICA ESPAÇO-TEMPORAL DA RAZÃO DE MORTALIDADE FETAL POR CAUSA NÃO ESPECIFICADA NO MARANHÃO, 1996–2025
Status Aprovado
Submetido em 18/08/2026
Autores
G
Geovana Almeida dos Santos Araujo
Autor Principal
Hellen Karolynne Silva Pinheiro Gandra, Debora Castro Sousa, João Paulo Dutra Lobo Sousa, Erika Barbara Abreu Fonseca Thomaz, Bruno Feres de Souza
Universidade Federal do Maranhão
Introdução
A mortalidade fetal classificada por causas não especificadas constitui um indicador sensível da qualidade da assistência à saúde materna e perinatal. A elevada proporção desses óbitos sugere limitações críticas tanto no acesso e na efetividade do acompanhamento pré-natal quanto na precisão do registro de informações nos sistemas de saúde. Compreender a dimensão temporal e a organização espacial desse fenômeno é imperativo para evidenciar disparidades regionais e subsidiar estratégias de vigilância voltadas à redução desses eventos.
Objetivos
Analisar a dinâmica espaço-temporal da razão de mortalidade fetal por causa não especificada nos municípios do Maranhão de 1996 a 2025.
Métodos
Estudo ecológico de série temporal e espacial abrangendo os 217 municípios do Maranhão, de 1996 a 2025, com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) referentes aos óbitos classificados pela categoria P95 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10). A razão de mortalidade fetal foi calculada pela fórmula: (Número de Óbitos Fetais por causa não especificada / (Número de Nascidos Vivos + Número de Óbitos Fetais)) × 1.000. A tendência temporal foi avaliada por regressão joinpoint, estimando-se a Variação Percentual Anual (APC). A análise espacial incluiu a suavização das razões brutas pelo método empírico bayesiano local e o cálculo do risco relativo por município. A dependência espacial foi verificada pelo Índice de Moran Local (LISA), com a identificação de clusters. As análises foram realizadas nos softwares GeoDa, Joinpoint Regression Program e QGis.
Resultados
Foram registrados 13.442 óbitos, com predomínio do sexo masculino (53,2%), gestantes entre 20-24 anos e parto vaginal (77,9%). A maioria dos óbitos ocorreu em ambiente hospitalar (87,4%) e no período anteparto (83,5%). A análise temporal revelou uma tendência de queda de 1996 a 2016 (APC -2,94%; p<0,000001), seguida por um incremento estatisticamente significativo de 2016 a 2025 (APC +4,57%; p=0,003599). Na análise espacial, as maiores razões suavizadas foram registradas em Pindaré-Mirim (10,66), Passagem Franca (10,50), Apicum-Açu (10,47) e Humberto de Campos (10,0), enquanto Central do Maranhão apresentou o maior risco relativo (2,9). Ademais, identificaram-se 20 municípios integrantes de clusters Alto-Alto.
Conclusão
O estudo demonstra uma mudança desfavorável na tendência recente da mortalidade fetal e aponta clusters de risco no estado. Tais evidências reforçam a necessidade de intervenções direcionadas à melhoria da assistência obstétrica e ao rigor na investigação dos óbitos nas regiões identificadas.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
24/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 01
Sala