XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #80  ·  Trabalho Original
ORAL
O uso de ferramentas tecnológicas estimulou a atividade física em mulheres com Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina - ensaio clínico randomizado controlado
Status Aprovado
Submetido em 28/08/2026
Autores
C
Carolina Alves Andrade
Autor Principal
Gislaine Satyko Kogure Fernanda Freitas Pereira Carolina Gennari Verruma Rosana Maria dos Reis
(1) Graduante da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de Sao Paulo (2) Pós Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo (3) Mestranda em Nutrição e Metabolismo na Universidade de São Paulo (4) Pos doutorado em Ciências Genéticas, atua na Universidade de São Paulo (5) Professora Doutora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo
Introdução
A Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) associa-se a disfunções reprodutivas e metabólicas cuja terapêutica de primeira linha inclui a atividade física (AF) regular. A baixa adesão a essa prática constitui desafio clínico relevante, sendo o monitoramento tecnológico uma estratégia simples e de baixo custo para superá-lo.
Objetivos
Avaliar o impacto do uso de uma ferramenta tecnológica de monitoramento semanal da AF em mulheres com SOMP, analisando intensidade da AF, composição corporal, índices antropométricos de obesidade, taxas de adesão/desistência e barreiras percebidas.
Métodos
Trata-se de um ensaio clínico randomizado controlado (REBEC: RBR-98n8cw2) com 108 mulheres (18–45 anos) diagnosticadas com SOMP segundo o Consenso de Rotterdam, randomizadas em blocos em Grupo Com Questionário (CQ; n=52), que registrou semanalmente a AF via Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), versão curta, no Google Forms, e Grupo Sem Questionário (SQ; n=56), sem esse registro, durante 12 semanas. Foram avaliadas medidas antropométricas, índices de obesidade, composição corporal (bioimpedância tetrapolar) e nível de AF autorreferido antes e após a intervenção, além de adesão, desistência e barreiras percebidas (questionário de 19 perguntas; escala de Likert). Empregaram-se testes U de Mann-Whitney (variáveis contínuas), exato de Fisher (categóricas), regressão de Poisson (AF autorreferido) e ANCOVA (antropometria e composição corporal).
Resultados
Os grupos foram homogêneos na caracterização amostral. Ambos apresentaram reduções estatisticamente significativas em circunferências da cintura, quadril e pescoço. O grupo CQ apresentou adicionalmente redução de peso, Índice de Massa Corporal, Relação Cintura-Estatura e circunferência umbilical, sem diferença estatística entre grupos. O percentual de gordura corporal aumentou no CQ e reduziu de forma não significativa no SQ (diferença de 4,89 pontos; p<0,01). A prevalência de melhora do nível de AF/manutenção do nível "muito ativo" foi 63% maior no CQ (RP=1,63; IC95% 1,06–2,53; p=0,03). A mediana do IPAQ ao longo das 12 semanas no grupo CQ mostrou predomínio de “irregularmente ativas B” nas primeiras 4 semanas, e um incremento da AF para “irregularmente ativas A” nas 8 semanas seguintes. As atividades mais praticadas foram musculação (52,5%) e caminhada (44,43%) e a percepções mais relatada foi o bem estar geral (52,4%). Dentre os motivos para não praticar, o desânimo/falta de motivação predominou entre as ‘desistentes’ da AF, e a falta de tempo/rotina corrida, nas ‘não aderentes’. Sendo “barreira” a frequência >50% para a resposta "sempre"/"quase sempre", o CQ identificou 4 barreiras e o SQ, 5, com fadiga/falta de energia como principal empecilho em ambos.
Conclusão
O monitoramento semanal da AF aumentou significativamente a melhora do nível de AF/ manutenção do nível "muito ativo" e reduziu medidas antropométricas de obesidade em ambos os grupos, paradoxalmente com maior redução de gordura corporal no grupo controle.
Informações de Apresentação
ORAL
Modalidade
24/09/2026
Data
08:20
Horário
2. Auditório Ilha do Amor
Sala