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Trabalho #83  ·  Trabalho Original
E-POSTER
ADEQUAÇÃO DO GANHO DE PESO GESTACIONAL E CONSUMO ALIMENTAR DE GESTANTES DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Status Aprovado
Submetido em 28/08/2026
Autores
1
1. Juliana de Souza Silva
Autor Principal
2. Adriana Sousa Rêgo 3. Dayane de Oliveira Martins Bringel 4. Alana Vitória Oliveira Carvalho 5. Ana Clara Martins Viana 6. Maria Fernanda Macieira Coelho
1. Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma 2. Orientadora, Fisioterapeuta, Docente da Universidade Ceuma 3. Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma 4. Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma 5. Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma 6. Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma
Introdução
O ganho de peso gestacional (GPG) inadequado e a má alimentação configuram fatores de risco críticos para desfechos materno-fetais adversos. Na Atenção Primária à Saúde (APS), o monitoramento do índice de massa corporal (IMC) pré-gestacional e a avaliação do consumo alimentar representam estratégias fundamentais da assistência pré-natal para orientar o acompanhamento antropométrico.
Objetivos
Analisar a associação entre estado nutricional pré-gestacional, evolução do ganho de peso e consumo alimentar em gestantes na APS.
Métodos
Estudo observacional transversal (STROBE), vinculado à “Coorte Gestativas”, aprovado pelo CEP (Parecer nº 5.794.986). A amostra compreendeu 356 gestantes com dados completos recrutadas em três Unidades Básicas de Saúde (UBS), em São Luís -MA. Aferiram-se peso e altura em balança calibrada com estadiômetro para cálculo do IMC pré-gestacional (classificado via Ministério da Saúde). Avaliou-se o consumo pelo formulário de marcadores do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), estruturando-se o Escore de Consumo Saudável (ECS) e Não Saudável (ECNS). O GPG foi categorizado em insuficiente, adequado e excessivo, além da análise do ganho de peso semanal (GPS). Aplicaram-se os testes Qui-Quadrado de Pearson (X²), V de Cramer (V), Spearman (Rho) e Kruskal-Wallis (p < 0,05).
Resultados
Das 356 gestantes, 60,1% apresentaram GPG insuficiente, 22,5% excessivo e 17,4% adequado. Houve associação significativa entre o IMC pré-gestacional e a adequação do GPG (X² = 25,0; p < 0,001; V = 0,189): 88,5% das mulheres com baixo peso tiveram ganho insuficiente, enquanto sobrepeso (31,8%) e obesidade (30,0%) concentraram o ganho excessivo. O trimestre gestacional associou-se à adequação do GPG (X² = 15,6; p = 0,004; V = 0,148), com aumento do ganho insuficiente no 2º (69,4%) e 3º trimestres (57,2%). O GPS aumentou com a evolução da idade gestacional (Rho = 0,245; p < 0,001), mas reduziu-se progressivamente quanto maior o peso inicial (Rho = -0,170; p = 0,003) e o IMC pré-gestacional (Rho = -0,248; p < 0,001). O teste de Kruskal-Wallis confirmou menor GPS no grupo com obesidade em relação às eutróficas (p < 0,001) e com baixo peso (p = 0,018). Identificou-se correlação negativa fraca entre ECS e ECNS (Rho = -0,106; p = 0,035). Marcadores alimentares isolados e ultraprocessados não se associaram ao GPG ou IMC (p > 0,05).
Conclusão
A alta taxa de ganho de peso insuficiente mostra que muitas gestantes não conseguem atingir a ingestão de calorias necessária com o avanço da gravidez. Além disso, o consumo de ultraprocessados junto com alimentos saudáveis reflete a realidade da alimentação atual. Conclui-se que o ganho de peso na atenção básica é predominantemente insuficiente, principalmente no baixo peso inicial e no 2º e 3º trimestres. Os dados apontam para a necessidade de qualificar o pré-natal na rede básica, implementando estratégias educativas e de intervenção precoce e individualizada para mitigar riscos à saúde materna e infantil.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
24/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 01
Sala