XII Congresso Maranhense Ginecologia & Obstetrícia · 21º Congresso Brasileiro · 4º Congresso Internacional
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Trabalho #85  ·  Trabalho Original
E-POSTER
ASSOCIAÇÃO ENTRE ATIVIDADE FÍSICA E PERFIL GLICÊMICO EM GESTANTES ACOMPANHADAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Status Aprovado
Submetido em 28/08/2026
Autores
1
1. Juliana de Souza Silva
Autor Principal
2. Adriana Sousa Rêgo 3. Alana Vitória Oliveira Carvalho 4. Andreza Moraes Silva 5. Julia Sousa Duarte Netto 6. Marinete Rodrigues Farias Diniz
1. Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma 2. Orientadora, Fisioterapeuta, Docente da Universidade Ceuma 3. Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma 4. Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma 5. Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma 6. Graduanda do curso de Medicina da Universidade Ceuma
Introdução
O excesso de peso pré-gestacional e o ganho de peso gestacional (GPG) inadequado elevam o risco de diabetes mellitus gestacional (DMG) e desfechos adversos. A atividade física (AF) atua na otimização da homeostase glicêmica, contudo o sedentarismo no período gravídico permanece elevado, demandando investigações sobre o papel modulador do exercício no perfil glicêmico na Atenção Primária à Saúde (APS).
Objetivos
Avaliar a associação entre os níveis de AF e os parâmetros glicêmicos em gestantes da rede pública.
Métodos
Estudo observacional, de delineamento transversal, conduzido com 120 gestantes atendidas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de Itapecuru Mirim - MA (parecer CEP nº 5.794.986). Foram incluídas mulheres com idade ≥ 18 anos e excluídas gestações gemelares e portadoras de patologias autoimunes, neurológicas, cardíacas ou pulmonares. O nível de AF foi mensurado pelo Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ - versão curta) e quantificado em MET-min/semana. Os parâmetros glicêmicos foram obtidos via caderneta da gestante/prontuários (glicemia de jejum, 1 hora e 2 horas após Teste Oral de Tolerância à Glicose - TOTG 75g). O GPG foi calculado pela diferença entre o peso atual e o pré-gestacional. As análises estatísticas incluíram correlação de Spearman, teste de Kruskal-Wallis, teste do qui-quadrado e regressão linear múltipla padronizada com nível de significância de 5%.
Resultados
A média de idade foi 27,9 ± 4,8 anos e a idade gestacional 30,4 ± 3,6 semanas. Observou-se pré-gestacionalmente 29,2% de sobrepeso e 20,0% de obesidade, enquanto 50,0% apresentavam baixa AF e 48,3% GPG excessivo. As médias glicêmicas foram: jejum (83,2 ± 6,4 mg/dL), 1h (148,0 ± 20,2 mg/dL) e 2h (122,5 ± 15,1 mg/dL). Identificou-se correlação inversa estatisticamente significativa entre a carga de AF (METs) e a glicemia de 1h (r = -0,303; p < 0,001) e de jejum (r = -0,182; p = 0,046). Na regressão linear múltipla ajustada, a AF manteve associação inversa e independente com a glicemia de 1h (β padronizado = -0,200; p = 0,020), demonstrando que para cada acréscimo de 1 desvio-padrão na AF há redução de 0,20 desvio-padrão na glicemia de 1h. O IMC pré-gestacional foi a variável de maior magnitude preditiva (β = 0,348; p < 0,001).
Conclusão
A AF associa-se de forma inversa e independente aos níveis de glicemia de 1h em gestantes, evidenciando efeito modulador direto no metabolismo glicídico, independente do IMC e do GPG. Esse achado sugere que o exercício favorece a sensibilidade insulínica e a captação periférica de glicose mesmo sob sobrecarga metabólica. Embora o delineamento não estabeleça causalidade definitiva, os dados sustentam a prática de AF e o monitoramento da glicemia de 1h como estratégias preventivas do DMG na APS.
Informações de Apresentação
E-POSTER
Modalidade
24/09/2026
Data
08:30
Horário
TV 05
Sala