Status
Aprovado
Submetido em
01/09/2026
Autores
R
Renata Coelho
Autor Principal
, Albertina Duarte Takiuti Maria de Belém Gomes Cavalcante; Bem-Hesed dos Santos ; Roberta da Silva Coelho; Hébertti Wagner de Oliveira.
Programa de saúde do adolescente da secretaria de saúde do estado de São Paulo no Hospital das Clinicas USP.
Introdução
A adolescência caracteriza-se por intensas transformações físicas, emocionais e sociais que influenciam a construção da identidade e da autoestima. Nesse período, a imagem corporal exerce papel fundamental na percepção de bem-estar e no desenvolvimento do autocuidado. Evidências científicas indicam que distorções na percepção corporal estão associadas à insatisfação com a aparência, redução da autoestima, sofrimento emocional e comportamentos de risco à saúde. No contexto da Ginecologia da Adolescência, a avaliação integral deve contemplar não apenas aspectos biológicos, mas também fatores psicossociais relacionados à vivência do próprio corpo e à saúde sexual e reprodutiva.
Objetivos
A adolescência caracteriza-se por intensas transformações físicas, emocionais e sociais que influenciam a construção da identidade e da autoestima. Nesse período, a imagem corporal exerce papel fundamental na percepção de bem-estar e no desenvolvimento do autocuidado. Evidências científicas indicam que distorções na percepção corporal estão associadas à insatisfação com a aparência, redução da autoestima, sofrimento emocional e comportamentos de risco à saúde. No contexto da Ginecologia da Adolescência, a avaliação integral deve contemplar não apenas aspectos biológicos, mas também fatores psicossociais relacionados à vivência do próprio corpo e à saúde sexual e reprodutiva.
Métodos
Estudo observacional, documental e transversal, realizado por meio da análise de 44 fichas de atualização aplicadas a adolescentes atendidas no Programa de Saúde da Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, durante consultas no Ambulatório da Adolescente do Departamento de Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foram avaliadas as variáveis peso, altura, percepção do peso e percepção da altura registradas no instrumento de acompanhamento. Os dados foram analisados por abordagem quantitativa e qualitativa, buscando identificar divergências entre indicadores antropométricos objetivos e a autopercepção corporal. A ficha também contempla aspectos relacionados à saúde ginecológica, sexual, reprodutiva e psicossocial das adolescentes.
Resultados
O peso médio encontrado foi de 59,3 kg e a altura média foi de 1,58 m. Observou-se predominância de satisfação corporal entre as adolescentes avaliadas. Entretanto, diversas participantes manifestaram desejo de emagrecer, ganhar peso ou aumentar a estatura, mesmo apresentando medidas compatíveis com os padrões esperados para a faixa etária. As discrepâncias observadas entre dados antropométricos e percepção corporal sugerem influência de fatores subjetivos na construção da autoimagem. Tais achados indicam que a satisfação com o corpo não depende exclusivamente das características físicas observáveis, mas também de fatores emocionais, sociais e culturais potencialmente relacionados à autoestima.
Conclusão
Os resultados demonstram que a percepção corporal de adolescentes assistidas em serviço especializado de Ginecologia da Adolescência nem sempre corresponde aos indicadores antropométricos objetivos. As divergências identificadas sugerem que a autoestima e a autoimagem podem ser influenciadas por fatores que transcendem as medidas corporais, reforçando a importância de uma abordagem integral durante o atendimento. A inclusão da avaliação da imagem corporal e da autoestima nas consultas voltadas à saúde da adolescente pode favorecer o acolhimento, o fortalecimento do autocuidado e a promoção da saúde física e emocional.
Informações de Apresentação